Bel Coelho expande sua influência na gastronomia brasileira com o recém-lançado projeto “Floresta na Boca”, que inclui livro e documentário sobre a Amazônia, ao mesmo tempo em que renova os cardápios dos restaurantes Clandestina e Cuia, em São Paulo.
A chef, pesquisadora e ativista percorreu diversos pontos da floresta para registrar ingredientes e modos de preparo tradicionais, conectando povos locais à alta cozinha que assina em suas casas paulistanas.
Bel Coelho lança livro e amplia cozinhas com sabores nativos
Resultado de quase três décadas de pesquisa, o livro “Floresta na Boca – Amazônia: pessoas, paisagens e alimentos” mapeia regiões amazônicas, apresenta histórias de produtores e detalha receitas que vão do beiju de tapioca ao tacacá. Entre as criações da própria chef estão a Brandade de pirarucu seco com gema curada (Baixo Tocantins) e a Espuma de chocolate com doce de bacuri, creme de cumaru e farofa de castanha-do-Brasil (Xingu).
Floresta na Boca: livro e documentário
A obra busca “iluminar o paladar e o pensamento” ao revelar, segundo Bel, como cada alimento carrega cultura, desejo e memória. O documentário homônimo acompanha a expedição, mostrando paisagens, colheitas e entrevistas com comunidades ribeirinhas.
Clandestina: de jantar secreto a casa aberta
Ícone dos menus-degustação intimistas por 15 anos, o antigo Clandestino ganhou formato de serviço regular em 2024, passando a se chamar Clandestina. O propósito permanece: destacar a diversidade dos biomas nacionais em pratos compartilháveis.
Opções como Guioza de pato com tucupi, Tiradito de melancia com ponzu de tucupi e a Tábua A.MAR — dedicada à pesca artesanal — revelam a assinatura da chef. Na coquetelaria, a mixologista Stephanie Marinkovic combina acerola, pitanga e baunilha do Cerrado em drinques autorais.
Cuia: café, bar e restaurante em ritmo urbano
Nascido no Copan e com nova unidade em Pinheiros, o Cuia opera do café da manhã ao jantar. Entre as especialidades estão o Cuscuz de Milho com creme de queijo, o Tempurá de lula na tapioca com ponzu de caju e o clássico Filé Oswaldo Aranha, em homenagem ao bisavô da chef.
Imagem: Flora Vieira
A carta de cafés traz versões como o Cold brew com cajuína, gengibre e limão, enquanto o bar serve Negroni de café e cervejas artesanais, alinhando-se ao conceito de “Brasil sem fronteiras” defendido por Bel.
O cuidado da chef com os biomas ganha reforço em dados recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apontam a importância de conservar a Amazônia para a segurança alimentar do país — tema central do livro e das cozinhas que comanda.
Para quem busca inspiração culinária ou pretende experimentar esses sabores, vale acompanhar as novidades de Bel Coelho e refletir sobre a origem dos ingredientes que chegam à mesa.
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Crédito da imagem: Divulgação


