Canetas emagrecedoras: Letticia Muniz critica elitização

Canetas emagrecedoras voltaram ao centro do debate público após a atriz e influenciadora Letticia Muniz afirmar que o acesso ao medicamento é restrito a quem pode pagar, deixando de fora pessoas que realmente precisam do tratamento.

Conhecida por seu ativismo em autoestima e representatividade plus size, a paulistana destacou que o uso do medicamento tem sido direcionado a fins estéticos por indivíduos já magros, enquanto pacientes com problemas de saúde e mobilidade continuam sem alternativa.

Canetas emagrecedoras: Letticia Muniz critica elitização

“Essas canetas deveriam estar disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir dignidade a quem enfrenta desafios clínicos graves”, declarou Muniz em entrevista. Ela reforçou que a prescrição é responsabilidade de profissionais de saúde, mas apontou a disparidade social no acesso: “Dificilmente chegam a quem realmente precisa”.

A fala reacende discussões sobre políticas públicas de combate à obesidade, doença que atinge 22,4% dos brasileiros adultos, segundo dados do Ministério da Saúde. Especialistas lembram que tratamentos medicamentosos costumam ter alto custo, motivo pelo qual organizações de saúde defendem subsídios ou distribuição gratuita para pacientes de baixa renda.

Muniz também alertou para um novo “padrão de magreza” estimulado pelo acesso desigual ao fármaco. Segundo ela, ao ser utilizado apenas por quem busca resultados estéticos rápidos, o medicamento reforça pressões sociais e pode desencadear efeitos adversos se consumido sem acompanhamento adequado.

A influenciadora, formada em Rádio e TV pela Universidade Anhembi Morumbi, compartilhou ainda detalhes de sua trajetória de aceitação corporal. Após anos convivendo com transtornos alimentares, encontrou nas redes sociais exemplos de mulheres que a inspiraram a abandonar ciclos extremos de dieta. Hoje, busca orientar seu público sobre autocuidado, defendendo exercícios ao ar livre, leitura e consumo de cultura como pilares de bem-estar.

Além do debate sobre as canetas emagrecedoras, Muniz enfatizou a importância de produtos de beleza acessíveis. Entre seus favoritos, citou o Óleo Sérum Bifásico Dove UV Repair & Glow + Ferúlico, a Bruma Fixadora Glam Efeito Lifting da Eudora e o protetor solar Anthelios Airlicium da La Roche-Posay. Para ela, democratizar o acesso a itens de cuidado pessoal é parte do mesmo esforço de inclusão que defende na saúde.

Para especialistas, a fala de Muniz evidencia a necessidade de ampliar políticas públicas de prevenção e tratamento da obesidade, incluindo a disponibilização de terapias farmacológicas no SUS. Enquanto isso não ocorre, ela recomenda que interessados busquem orientação médica e evitem automedicação.

Em síntese, a discussão traz à tona o contraste entre tecnologia médica avançada e as barreiras econômicas que impedem seu alcance universal, tema que deve ganhar espaço nas próximas agendas legislativas de saúde.

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Crédito da imagem: Foto: Reprodução

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