Cicatrizes: cuidados essenciais para proteger a pele começam já nos primeiros minutos após um corte, cirurgia, acne inflamada ou pequena queimadura. A forma como a pele cicatriza varia conforme genética e idade, mas algumas medidas comprovadas reduzem espessura, vermelhidão e risco de manchas.
De acordo com a dermatologista Leiliane Bregalda Alves, jovens costumam fechar feridas mais rápido, porém podem desenvolver marcas espessas, enquanto pessoas mais velhas apresentam linhas mais finas, porém em ritmo mais lento. Mesmo assim, a prevenção de marcas evidentes segue protocolos semelhantes para todas as idades.
Cicatrizes: cuidados essenciais para proteger a pele
Nos primeiros dias, manter a ferida limpa é indispensável. A lavagem deve ser delicada, com sabonete ou solução prescrita, sem atrito direto. Em seguida, a área deve permanecer hidratada e coberta, criando ambiente úmido que acelera a regeneração e reduz infecções.
Limpeza, hidratação e proteção solar
Entre dois e quatro semanas após o ferimento, a cicatrização inicial costuma estar completa. A partir daí, a prioridade é blindar a região contra radiação ultravioleta. Filtro solar de amplo espectro, aplicado várias vezes ao dia, evita escurecimento permanente. Ativos como silicone, que suaviza espessura e vermelhidão, e dexpantenol, que favorece hidratação profunda, são aliados frequentes em géis, séruns e pomadas.
Produtos irritantes — ácidos fortes, esfoliantes mecânicos ou álcool — devem ficar fora da rotina até liberação médica. “Eles agridem o tecido em formação e podem não só atrasar a cicatrização como provocar inflamações”, alerta a médica.
Tecnologias que suavizam marcas antigas
Quando a cicatriz já está formada, recursos modernos continuam valiosos. Laser fracionado, microagulhamento, bioestimuladores e peelings químicos ajustam textura, tonalidade e espessura do tecido. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, quanto mais cedo essas intervenções começam, maiores as chances de resultado visível.
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- Laser fracionado: indicado para cicatrizes cirúrgicas, de acne e estrias; exige recuperação maior e investimento mais alto.
- Microagulhamento: provoca microperfurações que estimulam colágeno e elastina; pode causar vermelhidão e inchaço temporários.
- Bioestimuladores: injeções que preenchem depressões profundas, com efeito progressivo.
- Peelings químicos: removem camadas superficiais, uniformizando cor em marcas recentes, mas não corrigem cavidades profundas.
Geralmente, três a seis sessões são recomendadas, sempre após avaliação dermatológica detalhada, que considera localização, tamanho e tipo da cicatriz.
No dia a dia, persistir na fotoproteção, hidratação e evitar traumas repetidos é tão importante quanto qualquer procedimento em consultório. Cicatrizes raramente desaparecem por completo, mas tornam-se discretas quando o protocolo é seguido com disciplina.
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