Clarissa Rizzo NASA: astrônoma fashionista inspira garotas — Filha de brasileiros e nascida na Califórnia, a pesquisadora de 28 anos desafia estereótipos ao conciliar ciência de ponta no Jet Propulsion Laboratory (JPL) com looks cor-de-rosa, muito brilho e paixão por divas pop.
A doutora em instrumentação e pós-doutoranda no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) soma mais de 100 mil seguidores que acompanham seu cotidiano entre laboratórios ligados à agência espacial norte-americana e publicações sobre moda, maquiagem e representatividade feminina.
Clarissa Rizzo NASA: astrônoma fashionista inspira garotas
Formada em Física pela Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, Clarissa atua no desenvolvimento de objetos ópticos capazes de captar exoplanetas — corpos celestes localizados fora do Sistema Solar. Pelo Caltech, integra projetos do JPL, centro responsável por sondas não tripuladas que presta serviços à NASA.
O interesse pelo espaço surgiu na infância, depois que o pai lhe apresentou livros de astronomia. No ensino médio, ela cogitava cursar engenharia, mas mudou de ideia ao conhecer uma pessoa que já trabalhava como astrônoma. “Eu amo essa carreira; é exatamente o que queria fazer”, explica.
Ambientes científicos historicamente dominados por homens também começavam a mudar. Políticas de diversidade de gênero elevaram a presença feminina na Caltech, ainda que desafios persistam. Clarissa conta ter pensado, no início, que precisaria abrir mão de roupas coloridas para ser levada a sério. “Sempre amei rosa e brilho, mas achava que precisava me encaixar. Cheguei a acreditar que, quanto mais subisse, menos feminina deveria ser.”
Perto de concluir o doutorado, decidiu abandonar o disfarce. A jovem lembra o apoio recebido de colegas e da orientadora: “A área de exoplanetas é muito jovem e mais equilibrada em gênero”. O resultado veio rápido: além de respeito dentro da equipe — que conta com outras três pesquisadoras —, ganhou visibilidade nas redes sociais.
Nos vídeos, a cientista une explicações sobre telescópios e missões espaciais a referências de Sabrina Carpenter e Ariana Grande. A estratégia atraiu adolescentes que antes não se viam representadas na ciência. “Faço conteúdo para a garota que fui, mostrando que a forma como nos vestimos não interfere em nossa capacidade”, afirma.
Imagem: Reprodução
Entre os desafios atuais, Clarissa destaca o desenvolvimento de um observatório capaz de registrar a imagem de um planeta parecido com a Terra orbitando uma estrela semelhante ao Sol. “É o maior desafio da minha carreira”, resume.
A influência digital também a surpreende. Segundo a pesquisadora, a maioria das mensagens que recebe é positiva, embora críticas existam, sempre vindas de homens que questionam sua competência ou aparência. “Felizmente não são pessoas que me afetam no dia a dia”, comenta.
Mesmo assim, as mensagens de meninas que superam o medo de não serem levadas a sério compensam qualquer comentário negativo. “Sou uma forma de mostrar que há representatividade no meio e que é possível viver esse sonho”, conclui.
Crédito da imagem: Foto: Reprodução/Instagram
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