Deepfake de atriz de Hollywood: como Jameela Jamil reagiu

Deepfake de atriz de Hollywood trouxe à tona, mais uma vez, os riscos de imagens íntimas manipuladas por inteligência artificial. A britânica Jameela Jamil, conhecida por “The Good Place” e “She-Hulk”, expôs como enfrentou o autor das montagens que a retratavam em cenas explícitas. O caso reforça o crescimento dessa prática criminosa e reacende o debate sobre proteção legal.

Em dezembro de 2024, Jamil revelou em seu perfil no Substack ter sido avisada por uma emissora de TV sobre a existência de “uma quantidade massiva” de vídeos pornográficos falsos com seu rosto. A emissora, além de alertá-la, sugeriu que ela apresentasse um documentário sobre o tema.

Deepfake de atriz de Hollywood: como Jameela Jamil reagiu

Segundo a atriz, a primeira reação foi de raiva e vergonha, mas logo se transformou em pena pelo responsável. “Não estamos lidando com vilões geniais à la James Bond”, escreveu. Para ela, os criadores de deepfakes são “pessoas solitárias” que buscam preencher um vazio por meio de “agressões covardes”.

No podcast “Off Air With Jane and Fi”, em junho de 2025, Jamil explicou por que prefere tratar esses homens com simpatia em vez de vilanizá-los. “Acho que é mais difícil ter uma ereção quando alguém sente pena de você”, afirmou. Ela descreveu o ato como “violação sexual digital” e defendeu retirar deles qualquer sensação de controle: “Você está se masturbando num porão, sem amigos, e eu estou preocupada com você”.

A artista também destacou a urgência de leis específicas para coibir o crime, alertando sobre os impactos em vítimas jovens: “Meninas adolescentes pensam em suicídio quando essas imagens circulam como se fossem reais”. Para Jamil, é possível combater judicialmente e, ao mesmo tempo, “deslocar a conversa” para mostrar que os autores são “fracotes”.

O posicionamento da atriz surge em meio a um aumento vertiginoso de deepfakes. Levantamento da empresa DeepStrike indica crescimento de 1.500% na publicação desse tipo de conteúdo entre 2023 e 2025 — de 500 mil para 8 milhões de arquivos até setembro passado (veja o relatório completo).

No Brasil, a reação legislativa veio em abril de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.123/2025, que altera o Código Penal para enquadrar ataques com IA como violência psicológica contra mulheres. A punição varia de seis meses a dois anos de prisão, acrescida de metade da pena quando há uso de tecnologia de inteligência artificial.

Especialistas apontam que a falta de normativas globais favorece a proliferação do crime. Enquanto plataformas como o X (ex-Twitter) testam filtros, usuárias brasileiras relatam dificuldade em remover montagens produzidas pelo Grok, IA lançada pela empresa de Elon Musk.

Casos envolvendo celebridades como Emma Watson e Scarlett Johansson mostram que a fama não protege. Para a advogada digital Marina Souza, as vítimas “precisam agir rápido para preservar provas e acionar autoridades”, mas a resposta eficiente ainda depende de acordos internacionais.

Apesar dos desafios, a estratégia de Jameela Jamil indica um caminho psicológico inusitado: minar o prazer dos ofensores com compaixão irônica. “Transformar vergonha em pena pode ser mais eficaz do que o confronto direto”, resume a atriz.

Em síntese, o deepfake de atriz de Hollywood expôs lacunas legais, evidenciou a escalada tecnológica e lançou luz sobre uma resposta que mistura empatia e firmeza. A discussão segue aberta enquanto governos correm para atualizar suas leis.

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Foto: Divulgação

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