Denúncia de transfobia contra Cássia Kis é apurada pelo MP

Denúncia de transfobia contra Cássia Kis chegou neste fim de semana ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), que abriu procedimento para apurar o caso relatado pela mulher trans Roberta Santana, de 33 anos.

Segundo a representação formalizada pelo ativista Agripino Magalhães Júnior, 48 anos, a atriz de 68 anos teria tentado impedir a entrada de Roberta em um banheiro feminino no Barra Shopping, na zona oeste do Rio, na tarde de sexta-feira (26). O órgão ministerial informou que as primeiras diligências devem começar já nesta segunda-feira (27), com possível convocação de vítima e acusada para prestar depoimentos.

Denúncia de transfobia contra Cássia Kis é apurada pelo MP

No vídeo divulgado nas redes sociais de Roberta Santana, é possível ver Cássia Kis lavando as mãos logo após a discussão. A autora da queixa afirma que a artista questionou sua presença no local e chegou a dialogar com funcionárias do shopping. “Estou sofrendo transfobia aqui, a atriz Cássia Kis está dizendo que eu não posso usar o banheiro, mas meus documentos são femininos”, declarou Roberta na gravação.

Em texto publicado posteriormente, a denunciante relatou ter “nunca se sentido tão constrangida” e descreveu falas que considerou ofensivas, como a afirmação de que “o Brasil está perdido porque tem ‘homem’ no banheiro feminino”. Roberta trabalha no centro comercial e utiliza o mesmo sanitário diariamente.

A ação no MP-RJ foi endossada por Agripino Magalhães Júnior, suplente de deputado estadual em São Paulo, que classificou o episódio como “LGBTQIAPN+fóbico” e defendeu resposta rápida das autoridades. “Todo preconceito é violência. A Justiça precisa atuar para que nossas vidas não sejam tratadas como escárnio”, declarou ele, conforme publicou o portal G1.

Até a publicação desta reportagem, a atriz não havia se manifestado publicamente sobre o assunto. A reportagem de Marie Claire reportou tentativa de contato sem retorno.

De acordo com o Estatuto da Diversidade do Rio, práticas discriminatórias por identidade de gênero podem resultar em sanções civis e criminais. Caso o MP constate indícios de crime de transfobia, o processo poderá avançar para a fase judicial.

Imagem: Reprodução

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