Dermatologista: acesso desigual afeta 54% dos brasileiros. Dermatologista ainda é um profissional distante para mais da metade da população nacional, segundo o dossiê “Brasil à Flor da Pele”, conduzido pelas marcas La Roche-Posay, Vichy, CeraVe e SkinCeuticals, em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e o Instituto Datafolha.
A pesquisa, realizada em 136 municípios de todas as regiões, mostra que 54 % dos entrevistados jamais passaram por consulta dermatológica e apenas 12 % tiveram esse atendimento no último ano. Os números transformam a pauta de cuidados com a pele em assunto de saúde pública, alinhando o Brasil à decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de incluir doenças de pele como prioridade global.
Dermatologista: acesso desigual afeta 54% dos brasileiros
Desigualdade social e racial amplia barreiras
No recorte por classe social, 69 % das pessoas das classes A/B já consultaram um médico dermatologista, contra apenas 32 % das classes D/E. Quando o critério é cor da pele, 58 % dos brancos relatam ter sido atendidos, enquanto 41 % dos negros nunca obtiveram esse cuidado.
Jovens são os mais vulneráveis
Entre os brasileiros de 16 a 24 anos, grupo exposto a forte pressão estética e desinformação on-line, o índice dos que jamais foram ao dermatologista chega a 70 %. O dado preocupa especialistas da SBD, que veem risco de automedicação e uso de tratamentos sem respaldo científico.
Desinformação persiste
A pesquisa aponta que 86 % reconhecem a importância do dermatologista, mas um em cada quatro não sabe que esse profissional é médico. Para o presidente da SBD, Carlos Barcaui, a lacuna informativa reforça a necessidade de unir ciência, educação e responsabilidade social.
Indústria e médicos pedem ação conjunta
“Cuidar da pele é cuidar da saúde, da dignidade e da autoconfiança”, afirma Hanane Saidi, diretora-geral da divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil. Já o médico Drauzio Varella defende novas estratégias de comunicação para que dados se transformem em prática.
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Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de pele responde pela maioria dos diagnósticos oncológicos no país, reforçando a urgência de acesso igualitário a consultas preventivas.
Garantir consultas dermatológicas frequentes pode reduzir diagnósticos tardios, democratizar o uso correto de fotoprotetores e combater a automedicação motivada por influenciadores digitais.
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