Desidratação no verão exige atenção redobrada das mulheres que mantêm ou iniciam a prática de atividade física sob altas temperaturas, já que o organismo feminino sofre mais rapidamente com a perda de líquidos.
Neste período, quem já treina tende a subestimar o calor, enquanto muitas iniciantes aceleram o ritmo sem preparo. Nas duas situações, a diferença de composição corporal – menor massa muscular e maior percentual de gordura – favorece desequilíbrio hídrico, tontura e queda de pressão.
Desidratação no verão: riscos e cuidados para mulheres
Segundo especialistas, o menor volume corporal e a ação de estrogênio e progesterona ampliam a susceptibilidade feminina a hipotensão postural, câimbras e mal-estar. Como o corpo demora mais a sinalizar sede, a hidratação deve ser planejada antes, durante e após o exercício.
Por que o risco é maior para elas
Mulheres fisicamente ativas carregam, em média, 16% a 20% de gordura corporal, contra 10% a 15% nos homens. A gordura armazena pouca água, enquanto o músculo é um tecido naturalmente mais hidratado. Assim, perdas equivalentes de suor ou urina resultam em desidratação mais rápida nelas.
Sinais de alerta
Sede intensa, náusea, dor de cabeça, urina escura, visão turva e tontura compõem o quadro inicial. Persistindo a perda de líquidos, podem ocorrer desmaios e, em casos extremos, comprometimento renal. Treinos prolongados, calor intenso e atividade em jejum elevam o perigo.
Quanta água ingerir
A recomendação geral para mulheres varia de 30 a 35 ml de água por quilo ao dia; no verão, vale aproximar-se do limite superior. Bebidas com eletrólitos, como água de coco e isotônicos, ajudam a repor sódio e potássio perdidos pelo suor, orienta a endocrinologista Elaine Dias.
Insolação, queimaduras e assaduras
Exercícios ao ar livre expõem ao sol direto, elevando o risco de insolação, confusão mental e lesões cutâneas. Protetor solar deve ser aplicado 20 minutos antes da sessão e reaplicado conforme a exposição. Roupas leves, claras e com proteção UV reduzem assaduras em virilha e axilas, especialmente durante o período menstrual.
Imagem: Kampus para Pexels
Lesões musculares e articulares
Calor não provoca lesão por si só, mas músculos desidratados e sem energia perdem eficiência, aumentando distensões. Para evitar o problema, a médica do esporte Karina Hatano, do Hospital Albert Einstein, sugere refeição leve com carboidrato e proteína 30 a 60 minutos antes do treino.
Cãibras e hipoglicemia
Perda excessiva de eletrólitos desencadeia cãibras. Já a hipoglicemia afeta quem treina em jejum ou possui alterações metabólicas. Frutas, mel ou géis de carboidrato durante exercícios longos evitam queda de rendimento e fadiga.
Infecção urinária
No calor, menor volume de urina e roupas úmidas favorecem proliferação bacteriana. Trocar peças logo após o treino e manter hidratação constante são medidas eficazes para afastar o problema.
Para aprofundar os cuidados com saúde e bem-estar no calor, confira também outras dicas em nossa editoria de Saúde e Beleza e mantenha-se informada. Continue acompanhando nossas publicações!
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