Diabetes tipo 1: desafio no tratamento leva à amputação. A trajetória da social media catarinense Thaís O., 33 anos, mostra como a falta de orientação adequada pode agravar o controle glicêmico e culminar em complicações graves, como a perda de um membro.
Diagnosticada aos 10 anos, Thaís enfrentou duas décadas de picos de açúcar no sangue. Sem acesso a tecnologias de monitorização nem a especialistas treinados em diabetes tipo 1, ela conviveu com hiperglicemia constante, situação que abriu caminho para a neuropatia diabética.
Diabetes tipo 1: desafio no tratamento leva à amputação
A oportunidade de aprender contagem de carboidratos e usar insulinas modernas só surgiu quando ela tinha 20 anos, em um hospital universitário. “Meu maior desafio nunca foi aceitar a doença, e sim achar profissionais que realmente entendessem de diabetes tipo 1”, afirma.
Mesmo com o novo protocolo, o período prolongado de descontrole comprometeu os nervos do pé. Sem sentir dor, Thaís fraturou o membro, pisou normalmente e enfrentou inflamação óssea recorrente. Em 2018, decidiu amputar. “Foi uma solução, não um luto”, resume.
A endocrinologista Maíra Brandão, do Grupo Santa Joana, esclarece que a principal causa de amputações não traumáticas é o diabetes mal compensado. A neuropatia reduz a sensibilidade, facilita cortes e infecções e altera a forma de pisar, elevando o risco de lesões silenciosas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, manter a hemoglobina glicada abaixo de 7% e examinar os pés diariamente são medidas essenciais para prevenir perdas funcionais. Thaís hoje mantém a glicada em torno de 6%, usa sensor de glicose contínuo e faz acompanhamento regular com endocrinologista e oftalmologista.
A história evidencia a importância da educação em saúde. “Quando aprendi a ajustar a insulina ao que eu comia, senti que finalmente tinha controle”, relata Thaís. Ela compartilha dicas e vivências no Instagram @thais.dm1, ampliando o debate sobre acesso a profissionais capacitados.
Imagem: pessoal
Para quem convive com diabetes tipo 1, especialistas recomendam:
- Monitorar a glicemia várias vezes ao dia ou utilizar sensores contínuos;
- Praticar contagem de carboidratos com orientação especializada;
- Agendar consultas periódicas com endocrinologistas experientes;
- Inspecionar pés diariamente e escolher calçados adequados;
- Manter vacinação e exames de rotina em dia.
Com informação de qualidade e tratamento individualizado, complicações severas podem ser evitadas. “O conhecimento certo mudou minha vida”, reforça Thaís.
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