Esqualano ou ácido hialurônico: qual hidrata melhor?

Esqualano ou ácido hialurônico figuram hoje entre os ingredientes mais procurados pelos brasileiros que buscam reforçar a hidratação da pele.

Segundo pesquisa encomendada pelo Grupo MedSystems, 57% da população declara manter cuidados diários de skincare e, desse total, 37% elegem a hidratação como prioridade. Diante disso, surge a pergunta: qual ativo entrega melhores resultados?

Esqualano ou ácido hialurônico: qual hidrata melhor?

Apesar de atuarem de forma complementar, a dermatologista Marina Cintra esclarece que “cada substância tem papel distinto na barreira cutânea”. Enquanto o ácido hialurônico funciona como um umectante, atraindo água para a superfície e conferindo viço imediato, o esqualano forma um filme leve que impede a perda da umidade já existente, reforçando a proteção natural da pele.

O ácido hialurônico é um polímero capaz de reter até mil vezes seu peso em água. A dermatologista Lilian Brasileiro destaca que, graças à textura leve, o ativo pode ser usado até em peles oleosas e acneicas, promovendo elasticidade, luminosidade e suavizando linhas finas de forma temporária.

Já o esqualano, lipídio obtido do esqualeno presente naturalmente no sebo humano, ganhou espaço por sua capacidade de manter a barreira íntegra e reduzir irritações. A especialista Cláudia Marçal lembra que o composto é excelente para peles secas, sensíveis ou em tratamento com ácidos, pois melhora a flexibilidade dos tecidos e apresenta ação antioxidante.

O tempo de resposta também difere: o ácido hialurônico devolve volume quase imediatamente, enquanto os efeitos do esqualano são cumulativos, garantindo hidratação prolongada. “Por isso, combinar ambos em etapas diferentes da rotina potencializa o resultado”, reforça Brasileiro.

Antes de escolher qualquer produto, a orientação de um dermatologista é indispensável. Informações detalhadas sobre ativos hidratantes podem ser conferidas no portal da Sociedade Brasileira de Dermatologia, referência nacional em saúde da pele.

Lançamentos do mercado ilustram bem essa complementaridade. Cremes com ácido hialurônico, como o Gel Creme Facial Firmador Botik, prometem estímulo de colágeno e preenchimento instantâneo, enquanto fórmulas à base de esqualano, caso do Ômega da Biossance, focam em reforçar a barreira cutânea e acalmar vermelhidão.

Em linhas gerais, o ácido hialurônico age como “esponja”, captando água para as camadas superficiais, e o esqualano atua como “tampa”, impedindo que essa umidade escape. Juntos, oferecem hidratação mais eficiente, duradoura e adequada a diferentes necessidades de pele.

Para integrar os dois ativos, especialistas recomendam aplicar primeiro o sérum de ácido hialurônico sobre a pele limpa, seguido do óleo ou creme com esqualano, finalizando com protetor solar pela manhã.

No caso de peles oleosas, versões não comedogênicas são preferíveis; já quem faz uso de retinoides pode encontrar no esqualano um aliado para minimizar a descamação.

Seja qual for a escolha, observar a resposta individual da pele e ajustar a concentração dos ativos ajuda a otimizar os resultados a longo prazo.

Resumo: ácido hialurônico atrai água, esqualano segura a umidade — usar ambos, de forma orientada, tende a oferecer hidratação completa e proteção duradoura.

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Foto: Reprodução

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