Estudante recusa bolsa nos EUA e transforma o desafio de financiar a graduação no exterior em uma cruzada por apoio de fundações filantrópicas brasileiras. A goiana Bruna Suarez, 18 anos, recém-formada no ensino médio, sonha em cursar Business em uma universidade dos Estados Unidos, mas esbarrou no alto custo das mensalidades.
Após se inscrever em diversos processos seletivos, Bruna conquistou um auxílio de US$ 120 mil (R$ 619,4 mil) na Drexel University, na Filadélfia. Graças a um programa de honra escolar, o benefício subiu para US$ 150 mil (R$ 774,2 mil), valor que ainda cobria apenas parte das despesas totais.
Estudante recusa bolsa nos EUA e busca apoio no Brasil
O curso completo na Drexel ultrapassa US$ 340 mil, mais de R$ 1,75 milhão. Diante da diferença, a jovem decidiu recusar a oferta e repensar sua estratégia. “Eu esperava uma ajuda maior e passei a questionar se conseguiria um desconto compatível com a renda da minha família”, relatou.
No mesmo período, Bruna recebeu a tão almejada carta de admissão da Fordham University, em Nova York. A instituição jesuíta concedeu bolsa mérito de US$ 18,5 mil por ano, mas o custo anual pode chegar a US$ 100 mil (R$ 516,17 mil), valor ainda inviável sem recursos extras.
Para viabilizar o projeto acadêmico, a estudante recorre a iniciativas filantrópicas nacionais, como a Fundação Educar e a BRASA, que reúnem doadores, empresas e ex-bolsistas dispostos a financiar jovens talentos no exterior. Ela se prepara para um rigoroso processo que inclui inscrição, entrevistas e competição direta com outros candidatos.
Enquanto aguarda a resposta da University of Texas at Dallas e dos programas brasileiros, Bruna considera a possibilidade de um ano sabático, prática comum entre estudantes norte-americanos, para tentar novas seleções em 2025. “Preciso provar meu potencial e mostrar como essa oportunidade vai transformar meu futuro”, afirma.
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Informações sobre a própria Fordham University indicam que o índice de concorrência no campus nova-iorquino está entre os mais altos do país, o que reforça o mérito da aprovação obtida pela jovem goiana.
Bruna mantém o otimismo, certa de que apoio financeiro surgirá para concretizar o plano de estudar Business nos Estados Unidos. “Não estou sozinha. Conversar com amigos que compartilham das mesmas incertezas tem sido essencial”, conclui.
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