Flávia Alessandra cobra leis mais fortes para mulheres

Flávia Alessandra afirmou que, apesar dos avanços sociais desde sua estreia em “Top Model” (1989), as mulheres brasileiras ainda carecem de proteção efetiva da lei e da justiça. A atriz, com 37 anos de carreira, avaliou que há maior liberdade feminina, mas ressaltou que a violência de gênero e a desigualdade permanecem como obstáculos.

Segundo Flávia, as mudanças culturais possibilitaram que as mulheres se reconhecessem múltiplas, priorizassem a saúde mental e definissem escolhas sobre maternidade ou casamento. “Começamos a nos permitir ser mais quem somos, sem caber em tantos rótulos”, comentou.

Flávia Alessandra cobra leis mais fortes para mulheres

Apesar desse cenário de maior autonomia, a artista destacou que o medo ainda existe e que “não somos amparadas pela lei e pela justiça da forma que deveríamos”. Para ela, é urgente criar políticas públicas que enfrentem a violência doméstica e garantam igualdade no mercado de trabalho.

O posicionamento de Flávia acontece no mesmo mês em que a revista Marie Claire comemora 35 anos no Brasil. A publicação promoveu um debate sobre se, hoje, é mais fácil ser mulher. As respostas, segundo a revista, variam conforme território, geração, raça, renda e profissão, mas todas convergem na necessidade de afastar o silêncio e ampliar direitos.

Especialistas lembram que, embora conceitos como feminicídio e assédio moral estejam mais presentes na discussão pública, a aplicação das leis é desigual. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que uma mulher é vítima de violência doméstica a cada dois minutos no país. Organizações como a ONU Mulheres recomendam a ampliação dos orçamentos destinados a políticas de prevenção e acolhimento.

Flávia Alessandra, reconhecida por papéis que marcaram gerações, reforçou que as conquistas não são lineares e que “nenhum direito está garantido” sem vigilância constante. Ela defende que a sociedade civil e o poder público atuem em conjunto para consolidar avanços e reduzir desigualdades.

Ao longo de suas décadas de carreira, a atriz acompanhou a nomeação de diferentes formas de violência, o aumento da representatividade feminina em diversas áreas e a necessidade de proteger todos esses progressos. Para ela, o futuro exige coragem, lucidez e legislação alinhada à realidade das mulheres.

No encerramento do debate, Flávia concluiu que “há mais voz e mais consciência”, mas que a efetividade das políticas dependerá de pressão contínua e participação social. “É hora de transformar promessas em prática”, declarou.

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Crédito da imagem: Marie Claire Brasil

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