Fôlego até depois do fim chega à 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo como um tributo íntimo à trajetória de Jorge Fernando, de sua mãe Hilda Rebello e de toda a família que encantou gerações de telespectadores brasileiros.
Dirigido por Candé Salles, o documentário coloca a atriz e diretora Maria Carol Rebello no centro da narrativa. A neta de Hilda e sobrinha de Jorge mergulha em arquivos pessoais, depoimentos inéditos e recordações dolorosas para reviver a história artística do clã, marcada por sucessos na televisão e por uma recente tragédia familiar.
Fôlego até depois do fim celebra legado de Jorge Fernando
O filme segue formato confessional, entrelaçando memórias afetivas de mãe e filho com episódios vividos por João Rebello, sobrinho de Jorge Fernando e multiartista assassinado por engano em 2024. A morte prematura de João é abordada como ponto crucial para exibir a resiliência e o talento de uma família que Salles descreve como “trupe de circo”, onde “Jorginho era o grande maestro”.
A produção reúne depoimentos de grandes nomes da dramaturgia nacional. Fernanda Montenegro define o diretor como “um ser humano abençoado por Deus”. Ney Matogrosso relembra que Jorge foi o primeiro a dirigi-lo em um show: “Quando ele assumia a direção, você via que ele sabia exatamente o que queria”. Já Xuxa conta o episódio em que a filha Sasha relatou, na escola, que “um diretor mostrou a bunda para ela”, revelando o espírito irreverente de Jorge Fernando.
Candé Salles afirma ter feito o filme para “mostrar a arte” de João Rebello ao mundo e homenagear a família. Depois de passar pelo Festival do Rio, Fôlego até depois do fim terá duas sessões na capital paulista: em 20/10, no Espaço Petrobrás, e em 28/10, no Reserva Cultural. A programação completa da mostra está disponível no site oficial da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
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Com duração que mescla nostalgia e afeto, o documentário reforça a relevância de Jorge Fernando para o entretenimento nacional, bem como o legado artístico de Hilda Rebello e de seus descendentes. Entre risos, lembranças e dor, o longa evidencia o poder transformador da arte para perpetuar histórias.
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