Gabriela Duarte critica comparações com Regina Duarte desde o início de sua carreira, mas, na recente participação no podcast “Pod Falar”, a atriz destacou que o paralelo entre mãe e filha persiste de forma negativa e, segundo ela, carrega traços de machismo.
Durante a conversa, a intérprete lembrou que as menções crescem sempre que a mãe, Regina Duarte, volta aos holofotes, especialmente após o apoio da veterana ao governo Bolsonaro e o consequente afastamento de colegas da classe artística.
Gabriela Duarte critica comparações com Regina Duarte
“É difícil essa questão da comparação com a minha mãe. Se me comparassem com uma atriz americana ou outra brasileira, tudo bem, mas comparar mulheres é bobo”, afirmou. Para Gabriela, a insistência tem origem no gênero: “Só acho que essa comparação com a minha mãe vem acontecendo insistentemente ao longo da minha vida porque sou mulher, porque nós somos mulheres”.
A atriz citou exemplos de colegas homens que não sofrem pressão semelhante. Entre os casos mencionados, apontou Tarcísio Meira e Tarcísio Filho, Marcelo Novaes e Pedro Novaes, além de Reginaldo e Marcelo Faria. “Não existe comparação. Ninguém fala nada”, avaliou.
Gabriela reconheceu que, embora o paralelo possa parecer um elogio, o tom costuma pender para o negativo. “Fico feliz com essa comparação, é bom, maravilhosa, mas, no final das contas, sinto que as pessoas querem sempre levar para o lado negativo”, lamentou.
Apesar das críticas, ela garantiu que a relação familiar permanece sólida. “Sempre foi uma relação maravilhosa, de muito respeito e admiração. Nos falamos todos os dias — só não moramos juntas. Mas tudo que a gente pode fazer juntas, a gente quer fazer”, completou.
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Especialistas apontam que a prática de comparar trajetórias femininas reforça estereótipos, um tema frequentemente debatido em veículos de referência, como o G1.
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