Garganta profunda costuma aparecer como sinônimo de sexo oral perfeito em vídeos pornográficos e fóruns on-line, mas especialistas garantem que a prática não é requisito para proporcionar prazer. A técnica pode até excitar quem gosta da sensação de profundidade, porém não determina, sozinha, a qualidade do estímulo.
Pressões estéticas, insegurança com performance e falta de informação sobre anatomia acabam reforçando a ideia de que engolir o pênis por completo seria obrigatório. Entretanto, fisiologicamente, as regiões com maior número de terminações nervosas ficam na glande e no freio, não na parte inserida na garganta.
Garganta profunda é obrigatória para bom sexo oral?
A sexóloga e educadora sexual Sarita Milaneze explica que o padrão pornográfico criou expectativas pouco realistas: posições mirabolantes, penetração intensa e ênfase visual substituem o foco no conforto e no consentimento. Segundo ela, muitas mulheres relatam engasgos, enjôos e até vômitos ao tentar reproduzir a cena, o que evidencia que prazer não deve ser medido por profundidade.
Diversifique estímulos para aumentar o prazer
Para quem prefere evitar a garganta profunda, a recomendação é explorar a língua, os lábios e as mãos. Alternar lambidas curtas, longas e sucções suaves na glande costuma gerar respostas mais intensas do que levar o pênis até o fim da boca. Movimentos circulares no freio, combinados com toques na base, também ampliam a excitação.
Lubrificação é aliada indispensável
Boca seca pode provocar atrito e desconforto. Saliva abundante ou géis comestíveis específicos tornam o deslizamento mais agradável. Produtos com ativos como jambu oferecem leve sensação vibratória, mas devem ser usados apenas se a pessoa que estimula se sentir confortável com o sabor.
Consentimento e conforto estão acima de qualquer técnica
Se o gosto do pênis ou do sêmen incomoda, a prática não deve ser mantida apenas para agradar o parceiro. “Nenhuma atividade sexual vale a pena se custar o bem-estar de quem a realiza”, reforça Milaneze. A especialista recomenda comunicação franca sobre limites, algo defendido também pela Organização Mundial da Saúde em suas diretrizes de saúde sexual (OMS).
Imagem: Reprodução
Como evitar a pressão estética do pornô
Informar-se sobre anatomia e trocar experiências reais ajudam a desconstruir padrões. Conversas abertas sobre preferências, pausas para respirar e foco em estímulos que agradam ambos os lados tornam o momento mais divertido e diminuem a ansiedade de “performar” como nas telas.
Em resumo, um boquete prazeroso depende de atenção às zonas mais sensíveis, boa lubrificação e conforto de quem faz. Garganta profunda pode ser um extra para quem gosta, mas está longe de ser regra ou métrica de qualidade.
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