Hérnia de disco após corrida tornou-se realidade para a criadora de conteúdo Lara Picinato Rogero, moradora de Mogi das Cruzes (SP). Após sete meses correndo diariamente, a então jovem de 20 anos travou a coluna e descobriu a lesão que a impediria de continuar no esporte sem cuidados.
Acostumada à atividade física desde os 13 anos, com musculação, natação, tênis, vôlei e basquete no currículo, Rogero se motivou pela onda de relatos positivos sobre corrida nas redes sociais. Ainda no primeiro treino de rua, em dezembro de 2023, ela completou 7 km, mantendo ritmo médio de 6’40’’ por quilômetro. A facilidade inicial a levou a criar o hábito de percorrer 5 km todos os dias.
Hérnia de disco após corrida: jovem de 20 anos alerta
O problema apareceu quando Rogero participou de uma prova de 8 km. No dia seguinte, acordou sem conseguir sair da cama ou virar o pescoço. A ressonância magnética confirmou a hérnia de disco, e o médico recomendou parar de correr e repousar. Inconformada, ela iniciou fisioterapia duas vezes por semana durante oito meses, conciliando o tratamento com musculação e bicicleta.
Mesmo após a recuperação parcial, uma nova tentativa de prova de 8 km resultou em outra crise lombar. “Continuei com musculação, bicicleta e fisioterapia. Hoje arrisco alguns trotinhos, mas ainda não sei se voltarei a correr”, relata.
Para o médico e especialista em medicina esportiva Warlindo Neto, coordenador da unidade de internação do Hospital Alvorada Moema, a corrida oferece inúmeros benefícios: menor incidência de doenças mentais, consumo reduzido de álcool e tabaco, sono de melhor qualidade, maior longevidade e redução dos riscos de AVC, infarto e câncer. “O esporte é excelente, mas iniciar em ritmo acelerado e sem orientação aumenta o risco de lesões”, alerta.
Segundo o especialista, indivíduos saudáveis devem começar gradualmente, preferencialmente com acompanhamento profissional. A progressão controlada de distância e intensidade ajuda a evitar sobrecarga na coluna e demais articulações.
Casos como o de Rogero exemplificam os perigos de seguir desafios nas redes sociais sem preparo. “As postagens muitas vezes passam a impressão de que basta colocar o tênis e correr. Porém, sem fortalecimento muscular e orientação, o risco de hérnia de disco ou outras lesões cresce”, afirma Neto.
Orientações básicas para iniciantes incluem avaliação médica prévia, fortalecimento do core, aumento progressivo do volume semanal e variação de estímulos, alternando corrida e caminhada. Além disso, o calçado adequado e a atenção à superfície de treinamento reduzem o impacto na coluna.
Imagem: pessoal
Mais informações sobre a condição podem ser encontradas na página do Hospital Israelita Albert Einstein, referência nacional em saúde.
Rogero, hoje com 22 anos, segue em reabilitação. Ela alerta quem pretende começar a correr: “Procurem orientação. Eu tinha condicionamento, mas faltou preparo específico. A dor me ensinou que evolução rápida não é sinônimo de segurança”.
Resumo: o caso de Lara Picinato Rogero reforça a importância de iniciar a corrida de forma gradual e orientada, evitando sobrecarga na coluna que pode resultar em hérnia de disco.
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