Jovem relata esgotamento de opções médicas para aliviar neuralgia intensa

Carolina Arruda, conhecida nas redes sociais por enfrentar o que chama de “a pior dor do mundo”, afirmou que não há mais alternativas cirúrgicas ou medicamentosas capazes de reduzir seus sintomas. A declaração foi feita na madrugada desta terça-feira (02) durante sessão de perguntas e respostas em seu perfil no Instagram.

Segundo a jovem, ela e seu médico já consultaram especialistas dos Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Suíça e Inglaterra. “Conversei com vários médicos de vários países. Todos disseram a mesma coisa: eu já tentei de tudo”, relatou. Os profissionais revisaram históricos de cirurgias, uso de fármacos e terapias alternativas, mas confirmaram que nenhuma nova intervenção seria eficaz diante do nível de lesão no nervo trigêmeo.

Condição refratária

Arruda convive com neuralgia do trigêmeo e espondilite anquilosante. Embora ambas não apresentem risco direto de morte, a neuralgia, no caso dela, é considerada refratária — não responde a procedimentos cirúrgicos nem a tratamentos medicamentosos. “A neuralgia não tem cura. Para mim, todas as opções já foram esgotadas”, explicou.

Ela ressaltou que, mesmo sem perspectiva de reversão, continua sob cuidados paliativos. Entre as medidas adotadas estão uma bomba implantada no abdômen, atualmente abastecida com fentanil e sufentanil, além de eletroneuromoduladores posicionados na medula e no rosto. “Esses recursos proporcionam um pouco mais de qualidade de vida”, disse.

Sem quadro terminal

Questionada sobre a possibilidade de sua condição ser considerada terminal, Carolina negou. “Neuralgia do trigêmeo e espondilite anquilosante não são terminais. Não existe risco de morte por causa delas”, afirmou. A estudante acrescentou que a espondilite responde melhor a medicamentos, enquanto a neuralgia permanece resistente.

Depois de múltiplos procedimentos sem sucesso, ela e o médico decidiram descartar novas cirurgias. “O nervo já está muito lesionado. Não há nada que possa ser feito de novo”, explicou. Mesmo com pouca eficácia, a jovem mantém o uso contínuo de remédios para evitar agravamento súbito da dor. “Se tomando já é difícil, imagina sem”, pontuou.

Carolina concluiu que continuará utilizando as estratégias paliativas disponíveis até que surjam avanços científicos. “Por enquanto é isso, até que, talvez em um futuro bem distante — porque nem estudos existem ainda — alguém desenvolva algo que ajude. E nem sei se isso vai acontecer em algum momento”, finalizou.

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