Jovem viúva narra luto nas redes e apoia outras mulheres. A publicitária Thalita Souza, 27 anos, perdeu o marido Patrick de forma repentina em 2025 e encontrou no Instagram um espaço para homenageá-lo e, ao mesmo tempo, acolher outras jovens viúvas que enfrentam a mesma dor.
O relacionamento começou em 2016, após um encontro casual na festa de uma amiga em comum. O amor evoluiu rápido: em 2021, Patrick surpreendeu Thalita com um pedido de casamento durante um jantar, selando uma união marcada por viagens, atividades físicas e rotina compartilhada.
Jovem viúva narra luto nas redes e apoia outras mulheres
O cenário mudou subitamente em 2025. Mesmo adepto de hábitos saudáveis, Patrick sentiu forte dor no estômago, apresentou vômitos intensos e foi internado às pressas. Diagnosticado com infecção generalizada, permaneceu apenas uma semana na UTI antes de falecer, abalando família e amigos.
“É como se tudo tivesse sido tirado de mim do dia para a noite”, relembra Thalita. Para lidar com o luto, ela conta com rede de apoio formada por amigos que levam refeições, ajudam nos trâmites burocráticos e custeiam sessões de terapia. Apesar disso, a sensação de vazio persistia até que ela decidiu transformar seu perfil no Instagram.
No início, Thalita não costumava expor a vida do casal nas redes. Porém, ao publicar relatos sobre a história de amor e vídeos em homenagem a Patrick, ela viralizou. As postagens alcançaram centenas de milhares de visualizações e atraíram mensagens de solidariedade de todo o país.
Entre as respostas, surgiram dezenas de mulheres que também se tornaram viúvas jovens. A identificação levou à formação de um grupo de mensagens diárias, onde compartilham experiências, orientações práticas e apoio emocional. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, redes de suporte social são decisivas para prevenir complicações de saúde mental após perdas traumáticas.
“Hoje, posso dizer que ressignifiquei meu luto”, afirma Thalita. Segundo ela, o diálogo constante reforça a sensação de pertencimento e contribui para que cada participante se sinta compreendida. Relatos de especialistas apontam que a troca entre pares funciona como complemento à terapia profissional, reduzindo sintomas de ansiedade e depressão.
Imagem: Reprodução
Apesar do conforto encontrado, Thalita reconhece que ainda busca entender o porquê da morte precoce do marido. “Não vejo propósito na partida dele, mas posso construir sentido ao ajudar quem enfrenta o mesmo caminho”, explica. A psicóloga que a acompanha confirma a evolução emocional desde que a jovem passou a produzir conteúdo direcionado à comunidade de viúvas.
Entre os planos futuros, Thalita pretende organizar lives mensais sobre luto, disponibilizar um guia gratuito com orientações jurídicas para quem perde o cônjuge e criar um projeto de apoio presencial em parceria com igrejas e universidades. Para ela, cada iniciativa serve de homenagem contínua a Patrick e mantém viva a memória do marido.
Foto: Reprodução/Instagram (@meuabrigofotografia)
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