Juliette Karol Conká voltou ao centro do debate público após a campeã do Big Brother Brasil 2021 afirmar que o volume de críticas à rapper seria menor caso ela fosse branca. A declaração foi feita durante participação no podcast “Os Nordestinos Pelo Mundo”, onde a paraibana de 36 anos relembrou os embates vividos no reality.
No programa, Juliette analisou o fenômeno do cancelamento que atingiu Karol Conká, 39. Segundo a artista, embora a rapper tenha cometido erros, a reação do público foi potencializada por fatores raciais e de gênero. A também apresentadora do GNT defendeu que a colega teria recebido acolhimento diferente em outras circunstâncias.
Juliette Karol Conká: cantora analisa cancelamento
“Tenho certeza absoluta que, se Karol Conká fosse uma mulher branca, ela não teria sido tão cancelada”, afirmou, destacando que reconhece as falhas da ex-confinada, mas discorda da intensidade do julgamento popular. Para ela, “colocaram a mão em outros lugares”, insinuando que preconceitos estruturais pesaram na reação da audiência.
Sobre a relação pessoal, Juliette garantiu que qualquer desentendimento ficou restrito à casa do BBB. “Eu gosto da Karol. O povo acha que tenho raiva dela. Tenho zero raiva. Já nos resolvemos lá dentro”, explicou, afastando rumores de inimizade.
Durante o podcast, a campeã também respondeu a críticas de internautas que questionaram o fato de não ter lançado uma linha de maquiagem no auge de sua popularidade. Juliette reconheceu que teria lucrado, mas reforçou que priorizou a carreira musical. “Seria um sucesso de vendas, mas não seria minha verdade”, disse.
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A discussão sobre racismo estrutural no entretenimento tem ganhado espaço em veículos de grande circulação; uma reportagem da Folha de S.Paulo mostrou como artistas negros recebem tratamento distinto em crises de imagem, confirmando a tese levantada pela cantora.
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