K-beauty no Brasil ganha novo fôlego após Brasil e Coreia do Sul firmarem, na segunda-feira (23), dez acordos de cooperação que abrangem comércio, inovação, saúde e tecnologia.
Entre os pactos assinados durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Seul, destaca-se o Acordo sobre Comércio e Integração Produtiva, que estabelece um marco permanente para ampliar o intercâmbio bilateral, hoje na casa de US$ 11 bilhões, e estimular cadeias produtivas de maior valor agregado.
K-beauty no Brasil ganha impulso com acordo Brasil-Coreia
Um memorando de cooperação técnica entre a Anvisa e a autoridade sanitária sul-coreana visa harmonizar regras para cosméticos, eliminando entraves burocráticos que encarecem e atrasam a chegada de marcas coreanas ao mercado brasileiro. “Com o alinhamento regulatório, os consumidores terão acesso mais rápido a produtos de K-beauty, com preços competitivos e plena regularização”, afirmou o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.
A Coreia do Sul já figura entre os maiores exportadores globais de produtos para cuidados com a pele e maquiagem. Em 2024, o Brasil importou cerca de US$ 16,77 milhões em preparações cosméticas coreanas, segundo a UN Comtrade. A tendência K-beauty, que engloba rotinas de dez passos, texturas em gel e ativos como centella asiática, snail mucin e niacinamida, atingiu pico de interesse no Google Trends em 2025, sobretudo entre junho e agosto.
Analistas do portal E-Commerce Brasil avaliam que a simplificação regulatória deve impactar redes de farmácias e varejo especializado, setores que já ampliam portfólios de dermocosméticos premium. Para a indústria nacional, o acordo representa desafio competitivo e oportunidade de intercâmbio tecnológico em formulações de ponta.
Apesar do otimismo, especialistas lembram que processos de registro, adequação de rótulos e negociações comerciais demandam alguns meses. Quando efetivadas, as mudanças podem viabilizar lançamentos simultâneos ao calendário global, maior variedade de linhas completas e redução de custos alfandegários para o consumidor final.
Entre os itens mais aguardados estão o sérum Vita A Retinal Shot (Celimax), o creme Royal Black Snail Cream (Dr.G) e a máscara noturna PDRN Collagen Overnight Mask (Abib), hoje comprados sobretudo via e-commerce internacional. A expectativa é que esses e outros best-sellers ganhem espaço em prateleiras físicas e plataformas locais.
Em coletiva, Lee Jae-myung destacou que o comércio anual entre os dois países “já ultrapassa US$ 10 bilhões” e confirmou a elevação da relação bilateral ao status de parceria estratégica. Para 2026, projeções do Ministério da Indústria sul-coreano indicam potencial de crescimento de dois dígitos nas exportações de beleza destinadas ao Brasil.
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O governo brasileiro, por sua vez, pretende usar o novo arcabouço para fomentar parcerias público-privadas em pesquisa dermatológica e produção local de insumos de alta tecnologia, reduzindo dependência externa de ativos cosméticos.
Segundo economistas, a maior oferta de K-beauty também pode pressionar preços no mercado interno, intensificando a competição com marcas nacionais. A Abihpec estima que o segmento premium de skincare movimente hoje R$ 15 bilhões anuais no país, cifra que pode avançar com a entrada estruturada de rótulos coreanos.
Em síntese, a série de acordos firmados em Seul sinaliza uma nova etapa para a indústria de beleza brasileira, aproximando-a de um dos polos cosméticos mais inovadores do mundo e ampliando as opções para consumidores ávidos por tendências de skincare.
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