Linfoma de Hodgkin: estudante de 20 anos relata sinais

Linfoma de Hodgkin foi o diagnóstico recebido pela estudante paraibana Maisy Peixoto, de 20 anos, após meses de oscilações bruscas de peso e surgimento de múltiplos nódulos no pescoço.

Moradora de Esperança (PB) e aluna do quinto período de odontologia, Maisy conciliava aulas, atendimentos clínicos e treinos diários de academia quando os primeiros sinais apareceram, ainda em 2024. Em intervalos de apenas duas semanas, a balança alternava entre perdas de cinco e oito quilos, recuperados com a mesma velocidade.

Linfoma de Hodgkin: estudante de 20 anos relata sinais

O alerta seguinte surgiu em maio de 2025, quando a jovem acordou com os olhos inchados. Usuária de lentes de contato, buscou uma oftalmologista e recebeu o diagnóstico de inflamação em um gânglio palpebral, tratada com pomada. Três meses depois, ao se maquiar, sentiu uma pequena bolinha no pescoço. Dois ciclos de anti-inflamatório não resolveram o inchaço, que continuou sendo ignorado.

Sinais persistentes e cadeia de gânglios aumentados

Durante um atendimento clínico em setembro, um professor observou vários caroços visíveis no pescoço da aluna. A ultrassonografia solicitada imediatamente mostrou “cadeia extensa de gânglios aumentados”. O cirurgião de cabeça e pescoço que assumiu o caso pediu exames de sangue e punção aspirativa por agulha fina (PAAF); os resultados indicaram linfadenite granulomatosa, condição geralmente benigna.

Desconfiada, a estudante decidiu buscar nova opinião e realizar uma biópsia excisional. Em dezembro de 2025, veio a confirmação: linfoma de Hodgkin em estágio 2, com acometimento de pescoço, clavícula e tórax. Naquela fase do curso, Maisy estudava tumores de cabeça e pescoço, o que a ajudou a relacionar sintomas aparentemente desconexos.

Tratamento e perspectiva positiva

A jovem inicia nesta semana dois ciclos de quimioterapia, seguidos de 25 sessões de radioterapia. Ela relata tranquilidade e fé: “Aprendi que 90% do tratamento está na mente e 10% no remédio”. Católica, considera que a situação tem “propósito maior” e afirma não sentir medo.

Quando os gânglios merecem investigação

O linfoma pode atingir qualquer faixa etária, mas sua incidência cresce após os 60 anos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a maioria dos gânglios aumentados resulta de infecções comuns. A diferença é a persistência: nos linfomas, os caroços não regridem em duas ou três semanas, continuam indolores, sem calor local nem secreção.

Outros sintomas de alerta, conhecidos como “sintomas B”, incluem febre baixa recorrente, perda de peso significativa e sudorese noturna intensa. Segundo a hematologista Daniele Leão, pesquisadora clínica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, esses sinais costumam ser atribuídos a dieta, estresse ou infecções sazonais, retardando a investigação. “Quanto mais cedo a doença é identificada, menor tende a ser sua extensão no organismo”, explica.

Importância da biópsia

A confirmação do linfoma depende da biópsia com exame anatomopatológico e imunohistoquímico, capazes de definir o subtipo exato e orientar a terapia adequada. A abordagem precoce, reforçam especialistas, está diretamente ligada a melhores taxas de cura.

Para Maisy, a lição é clara: “Não ignore o que o corpo tenta mostrar”. A experiência da estudante reforça a necessidade de atenção a alterações persistentes e busca imediata por avaliação médica especializada.

Entender os sinais de alerta e manter exames em dia é fundamental para preservar a saúde. Continue acompanhando nossas publicações e informe-se sobre prevenção e cuidados.

Crédito da imagem: Arquivo pessoal

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