Looks vintage de Ariana Grande marcam cada aparição da cantora durante a turnê de divulgação de “Wicked: Parte 2”. Em parceria com o stylist Law Roach, ela transformou os tapetes vermelhos em passarelas de história da moda, selecionando peças raras que dialogam com a evolução de Glinda, sua personagem no longa.
Roach, conhecido como “arquiteto de imagem” e responsável também pelos figurinos de Zendaya, recorreu a alguns dos acervos mais prestigiados do mundo para ilustrar o arco de amadurecimento de Glinda: do romantismo etéreo à atmosfera sombria do segundo filme.
Looks vintage de Ariana Grande brilham na turnê Wicked
O desfile de relíquias começou no Governor Awards, quando Ariana surgiu em um vestido Dior de outono 2007 criado por John Galliano. O modelo, desfilado originalmente pela brasileira Raquel Zimmermann, exibe o maximalismo teatral que conversa diretamente com o universo fantástico de “Wicked”.
Na première de Londres, o destaque foi um raro Gilbert Adrian de 1952. Diretor de figurino de “O Mágico de Oz” e lenda da MGM, Adrian simboliza o glamour da Era de Ouro de Hollywood. A peça foi cedida pelo acervo LILY et Cie, cujo trabalho de curadoria “não é apenas sobre o valor das peças, mas sobre as histórias que elas contam”, ressaltou Rita Watnick.
Para o especial televisivo “Wicked: One Wonderful Night”, a artista escolheu um Bob Mackie de 1997. O estilista, que vestiu Judy Garland e Liza Minnelli, levou brilho e irreverência ao look, estabelecendo mais um elo entre passado e presente da franquia.
Em Paris, Ariana vestiu alta-costura Givenchy primavera 1998 assinada por Alexander McQueen. A criação mescla fantasia e obscuridade, conceitos centrais da segunda parte do filme, reforçando a transição da personagem para tons mais dramáticos.
Outro aceno ao glamour clássico veio com um Dior de 1952. A silhueta arquitetônica, com saia volumosa e laços estruturados, reafirma a busca por peças que contam histórias sem abrir mão de sofisticação.
Imagem: Getty s
O início da turnê, em agosto, foi marcado por um Elie Saab de primavera 2004. Drapeados suaves e flores etéreas estabeleceram uma ponte visual entre o rosa doce do primeiro filme e a paleta mais sombria da sequência.
Segundo Law Roach, a curadoria destes vestidos reflete “o crescimento e o momento de transição de Glinda”. A própria Ariana completa: “Na primeira etapa, celebrei Glinda diretamente; agora posso aparecer como a atriz que a interpreta e explorar os tons sombrios do filme”. Detalhes adicionais sobre a colaboração foram explorados pela revista Vogue, que destacou a importância de preservar criações históricas em eventos de grande visibilidade.
Ao transformar cada aparição em uma aula de história da moda, Ariana Grande reforça sua influência além da música e do cinema, mostrando como peças de arquivo podem ganhar nova vida quando contextualizadas em narrativas contemporâneas.
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Crédito da imagem: Getty Images


