Luciana Paes comenta rótulos e estreia série no Globoplay

Luciana Paes aposta no humor como ferramenta de reflexão e, aos 45 anos, encara um novo desafio: a série “Juntas e Separadas”, que chega ao Globoplay nesta sexta-feira (13). A atriz divide a cena com Sheron Menezzes, Natália Lage e Debora Lamm, reforçando a presença de mulheres com mais de 40 em papéis de protagonismo.

Formada pela Escola de Arte Dramática da USP, Luciana construiu carreira diversificada no teatro, no cinema e na televisão. Mesmo reconhecida por trabalhos cômicos, ela busca desfazer o rótulo de “apenas” humorista e frisa que a comédia pode conviver com camadas dramáticas profundas.

Luciana Paes comenta rótulos e estreia série no Globoplay

No novo seriado, a atriz interpreta Joana, profissional em transição de carreira que cuida do pai com Alzheimer. “A produção mostra o riso e a tragédia lado a lado, como na vida real”, afirma. Segundo ela, a narrativa dialoga diretamente com quem precisa se reinventar na chamada crise da meia-idade, tema que considera cada vez mais comum entre amigas próximas.

Carreira múltipla e mudança para o Rio

Depois de uma longa trajetória em São Paulo, Paes decidiu trocar de cidade para buscar qualidade de vida. “O Rio tem o mar, o sol e pontes que me ajudam a lidar com minhas questões”, diz. A mudança, feita sem emprego garantido, acabou abrindo espaço para participar da série e fortalecer seus planos de dirigir e roteirizar novos projetos.

Entre a graça e a profundidade

Embora tenha recusado convites recentes para papéis cômicos, Luciana segue no Porta dos Fundos por acreditar na função social da sátira. “Estou sempre aberta ao drama; só preciso que apostem em mim”, comenta. Para ela, a indústria ainda limita atrizes fora do padrão estético hegemônico. “Se eu tivesse um narizinho top, estaria em Hollywood”, ironiza, lembrando o comentário que inspira o título da entrevista original.

Sororidade em cena

Nos bastidores de “Juntas e Separadas”, a convivência com Sheron, Natália e Debora reforçou a ideia de rede de apoio feminina. “É impossível gravar sem falar sobre os mesmos temas da série. Senti companhia e sororidade verdadeiras”, revela.

Planos além da atuação

Vencedora de prêmios pela direção de “O Céu da Língua”, criado ao lado de Gregório Duvivier, Luciana quer continuar assinando projetos autorais. “Descobri que meu prazer está em transformar a linguagem, não apenas interpretar”, explica.

A coragem de recomeçar define tanto Joana quanto a própria Luciana. “Quanto mais vivo, mais percebo a beleza de começar de novo”, conclui a atriz, que acredita na combinação de ousadia e leveza para desafiar rótulos e ampliar horizontes profissionais.

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Crédito da imagem: Foto: Carlos Eboli

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