Luiza Brunet relembra violência doméstica que sofreu em 2016 e detalha como decidiu levar o caso à Justiça, apesar de ter sido pressionada a permanecer em silêncio.
A ex-modelo e empresária, de 61 anos, voltou ao assunto durante entrevista ao programa “Sem Censura”, da TV Brasil. Segundo ela, as agressões começaram três anos antes do episódio mais grave, ocorrido em Nova York, e foram naturalizadas enquanto mantinha o relacionamento de cinco anos com o empresário Lírio Parisotto.
Luiza Brunet relembra violência doméstica e denúncia
Na conversa, Brunet contou que, após a agressão na noite de festa nos Estados Unidos, retornou ao Brasil e refletiu sobre a denúncia. Amigos do ex-companheiro, algumas de suas próprias amigas e até sua mãe, dona Alzira Botelho, tentaram dissuadi-la, temendo a exposição pública.
Ainda assim, a atriz seguiu firme. Em São Paulo, submeteu-se ao exame de corpo de delito, que apontou quatro costelas quebradas e diversas escoriações. “Eu não imaginava que estava tão machucada”, afirmou.
Consciente das consequências, Brunet decidiu sustentar a acusação até o fim. “Nem toda mulher consegue ter essa atitude”, observou, ressaltando que sua história encorajou outras vítimas a romper o silêncio. Reportagem da ONU Mulheres indica que a visibilidade de denúncias públicas pode aumentar a procura por delegacias especializadas.
Embora o processo contra Parisotto tenha tramitado em sigilo, a repercussão foi nacional. Segundo Brunet, a cobertura ajudou a revelar a dimensão da violência doméstica no país e contribuiu para o fortalecimento de políticas, como a ampliação das Delegacias de Atendimento à Mulher.
A ex-modelo lembra ter sido alvo de questionamentos sobre sua credibilidade. “Ouvi comentários de que eu estaria inventando. Isso me deu ainda mais força para provar a verdade”, relatou. Hoje, ela diz não nutrir ódio nem manter contato com o ex-companheiro: “A vida traz situações inesperadas, e precisamos aprender a lidar”.
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Brunet reconhece, contudo, que a exposição trouxe revitimização, mas ressalta que muitas mulheres passaram a relatar abusos semelhantes depois de sua denúncia. Para ela, falar publicamente sobre violência doméstica segue sendo uma ferramenta de libertação coletiva.
Em síntese, a trajetória de Luiza Brunet reforça a importância da denúncia e do apoio à vítima, evidenciando como a coragem individual pode gerar impacto social duradouro.
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