Margot Robbie O Morro dos Ventos Uivantes se tornaram sinônimos de um desfile de moda sombria e intensa. Desde a primeira première do longa dirigido por Emerald Fennell, a atriz tem usado a força visual da personagem Catherine Earnshaw para compor figurinos que evocam o romantismo gótico de Emily Brontë.
Guiada pelo stylist Andrew Mukamal – o mesmo que assinou sua era “Barbie” –, Robbie descarta releituras literais e investe em composições que falam por textura, cor e silhueta. Transparências em renda, plumas estratégicas e volumes concentrados em mangas ou barras situam-se entre o preto profundo e o vermelho sangue, criando uma narrativa de tensão emocional.
Margot Robbie reinventa O Morro dos Ventos Uivantes em looks
A jornada começou com um minivestido preto Roberto Cavalli. As mangas amplas e o decote quadrado, realçado por detalhes em veludo, encontraram na choker com rubi o ponto de foco dramático. A peça introduziu o vocabulário que dominaria toda a turnê: escolhas que sugerem paixão, liberdade e conflito, marcas centrais do romance.
Renda e transparência atualizam o vitoriano
No talk show “Jimmy Kimmel Live!”, a atriz vestiu renda assinada por Seán McGirr para a McQueen. O modelo assimétrico, entrecortado por motivos florais, atualizou a estética vitoriana sem perder o pé no presente. A transparência revelou camadas internas e enfatizou a dualidade entre força e vulnerabilidade.
Plumas dramatizam a mensagem de liberdade
Dois visuais Victoria Beckham adicionaram plumas à narrativa. Primeiro, um vestido curto; depois, um top aliado a calça de cintura baixa. As penas, símbolo de leveza, contrastam com a pressão social vivida por Catherine Earnshaw, ecoando os embates sobre desejo e autonomia descritos por Brontë.
Texturas impactantes e silhuetas disruptivas
Em Los Angeles, Robbie elegeu um look Dilara Findikoglu vermelho-carmesim. O corset aparente e a textura que lembra pele de cobra trouxeram ângulos inesperados ao corpo, reforçando o clima visceral do filme. Já um vestido-lingerie da Markgong, combinado a botas altas de tiras de couro, rompeu qualquer leitura delicada, apostando no contraste entre delicadeza translúcida e dureza do couro.
Alta-costura e joia histórica na première de LA
O ápice cromático surgiu com a haute couture sob medida da Schiaparelli. O corpete de renda preta mergulhava em uma saia degradê até o vermelho intenso da barra, guiando o olhar para baixo como uma catarse visual. Para completar, Robbie reviveu o lendário colar Taj Mahal, cravejado de rubis e diamantes em formato de coração. A peça, criada no século XVII e mais tarde presenteada por Richard Burton a Elizabeth Taylor, introduziu um simbolismo de devoção que dialoga com a tragédia romântica do enredo.
Veludo e plumas marcam a passagem por Paris
Em Paris, a atriz desfilou um Chanel de alta-costura assinado por Matthieu Blazy. O veludo vermelho, aliado a corset estruturado e plumas ao longo da cauda, reafirmou o protagonismo da cor na construção de sentimentos de desejo, conflito e intensidade. O resultado ratifica o compromisso da equipe em traduzir emoção em vez de recriar roupas de época.
Segundo análise da revista Vogue, esse método de styling concentra-se em “traduzir sensorialmente” o livro, sacrificando fidelidade histórica em favor de um impacto emocional que conversa diretamente com o público contemporâneo.
Com cada aparição, Margot Robbie confirma que moda pode ser ferramenta narrativa tão poderosa quanto roteiro e direção. Renda, veludo, plumas e joias históricas convergem para representar camadas de paixão, fúria e vulnerabilidade, tal qual os ventos que assolam os pântanos de Yorkshire no romance original.
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Foto: Reprodução/Instagram @andrewmukamal


