Mari Menezes é proibida pela Justiça de citar ex-namorado. A influenciadora digital recebeu um oficial de justiça na manhã desta quarta-feira (13) com a intimação que determina o silêncio público sobre o ex-companheiro, o DJ Ulisses. A informação foi divulgada pela mãe da criadora de conteúdo, a dentista Renata Menezes, em vídeo publicado nas redes sociais.
Em tom de desabafo, Renata relatou que a filha foi surpreendida logo ao acordar. “Acordou com o oficial de justiça na porta. Agora a bichinha não pode falar nem o nome mais na internet”, afirmou. Segundo ela, além da ordem de restrição de menção, Ulisses ingressou com processo cível em que pede indenização de R$ 100 mil por danos morais.
Mari Menezes é proibida pela Justiça de citar ex-namorado
O caso ganhou repercussão em setembro de 2025, quando Mari anunciou o término do relacionamento que começou em março do mesmo ano. Na ocasião, a influenciadora denunciou ter vivido um namoro “abusivo e manipulador”. Entre os episódios citados, ela afirmou que o então namorado teria colocado um medicamento em sua bebida sem consentimento, levando-a a passar mal e buscar atendimento no ambulatório.
Em outro relato, Mari disse ter presenciado momentos de agressividade: “Ele quebrou cama, espelho, me xingou na frente de todo mundo. Eu chorava, tinha crises de ansiedade e, depois, ele prometia mudar porque me amava”. As declarações resultaram em queda das redes sociais de Ulisses, que, na época, alegou que sua família passou a receber ameaças de morte.
Procurado pela reportagem de Marie Claire, o DJ Ulisses ainda não se pronunciou sobre a nova medida judicial. A defesa da influenciadora não comentou o mérito do processo, mas deve recorrer para garantir o direito de expressão da jovem.
Entenda o pedido de indenização
No processo, o ex-namorado sustenta que as acusações públicas de Mari teriam lhe causado prejuízos financeiros e abalo à reputação profissional. Ele solicita reparação de R$ 100 mil e a retirada imediata de quaisquer conteúdos que o mencionem. Já a família de Mari alega que ela apenas relatou experiências pessoais e que dispõe de testemunhas que confirmam as agressões psicológicas.
Especialistas explicam que, em disputas envolvendo violência psicológica, o Judiciário costuma avaliar a veracidade dos fatos e a liberdade de expressão da vítima. A proibição de citação é uma medida liminar que pode ser revista nas próximas instâncias.
Imagem: Reprodução
Enquanto a ação avança, Mari segue ativa em outras frentes de trabalho nas redes, mas evita mencionar o ex. Nos stories, a mãe reforçou o conselho: “Meninas, se cuidem, prestem atenção nos sinais. Não coloquem qualquer pessoa dentro de casa”.
Este caso evidencia os desafios das vítimas de relacionamentos abusivos ao buscar justiça e denunciar agressões, sobretudo quando o agressor também mantém exposição pública.
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