Marina Sena recordou o show de setembro de 2022, no festival The Town, considerado por ela o ponto de virada da carreira. Diante de cerca de 100 mil pessoas e de uma audiência televisiva nacional, a cantora homenageou Gal Costa interpretando “Fruta Gogóia”, “Baby” e “Força Estranha”. A apresentação, que terminou em lágrimas, marcou a volta ao que chama de “Marina pura”, referência aos tempos em que se apresentava descalça como vocalista da banda A Outra Banda da Lua, em Montes Claros (MG), em 2015.
Dois anos depois, o álbum “Coisas Naturais”, lançado em março, consolida a fase de autoconhecimento. O trabalho ultrapassou 79 milhões de reproduções no Spotify e colocou a artista entre os dez discos mais ouvidos da parada Top Albums Debut Global na semana de estreia. “Vejo resultados dessa busca pela minha essência. Estou mais forte e no meu melhor momento”, afirma.
Ascensão rápida e reconstrução da autoestima
Após estourar com o disco de estreia, “De Primeira”, e se apresentar no Lollapalooza 2022 apenas seis meses depois, Marina enfrentou a intensidade do mercado pop. O sucesso repentino trouxe duas indicações ao Grammy Latino, aumento de público e maior exposição. “De zero para muito acesso afetou até a minha autoestima. Antes da fama, eu me sentia mais segura”, explica. Diante de comentários sobre rosto e corpo, ela reforça que não pretende recorrer a cirurgias estéticas: “Meu rosto carrega história, ancestralidade. É aí que mora a poesia”.
Moda, pequenos luxos e vida em São Paulo
Reconhecida hoje como fashionista, a cantora diz que só adere a tendências que combinem com seu estilo. Entre seus novos agrados estão a assinatura da revista Piauí, a participação em clubes de poesia e vinhos, a compra de vinis e obras do amigo artista plástico Davi de Jesus Nascimento. Desde 2022, mora na capital paulista com quatro gatos.
Turnê sem balé e estreia na TV
A nova turnê de “Coisas Naturais” trocou o balé, elemento frequente no pop nacional, por maior destaque à banda e à própria voz. “O álbum pedia isso. Sou fiel ao que a arte solicita”, resume. Paralelamente, Marina assumiu em setembro a apresentação do programa musical TVZ, no Multishow, ao lado do influenciador Gominho. Mesmo com shows nos fins de semana, ela participa das edições ao vivo às segundas e quintas-feiras, às 18h.
Processo criativo e espiritualidade
Quando não está compondo, Marina se dedica a leituras, filmes e discos. “Tenho temporadas de composição e de pesquisa”, conta. Ela segue o Candomblé, faz psicanálise e terapias holísticas para manter o equilíbrio. “Música é trabalho espiritual, conectar matéria e essência.”
Imagem: Ivan Erick Thinkers
Relacionamento e planos pessoais
Em julho de 2023, a artista confirmou namoro com o influenciador Juliano Floss, 21 anos. As críticas sobre a diferença de idade não a abalaram. “Do jeito que falam parece que tenho 40”, brinca, às vésperas de completar 29 anos. Casamento e maternidade não estão nos planos imediatos; adotar uma criança aos 50 anos é uma possibilidade. “Casamento é pacto e não sei se quero fazer pacto com macho”, diz, bem-humorada.
Objetivos a longo prazo
A cantora sonha com um Grammy, mas sem pressa: “Tenho uma vida inteira para ganhar quantos forem necessários. Quero ter 80 anos, 50 discos e seguir fiel à minha arte”. Ao projetar o legado, deseja ser lembrada como uma mulher corajosa, inteligente e autêntica.
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