Monograma da Louis Vuitton: 130 anos de ícone do luxo

Monograma da Louis Vuitton nasceu em 1896 como resposta de Georges Vuitton às cópias que ameaçavam os baús criados por seu pai, Louis, artesão que deixara Anchay rumo a Paris aos 14 anos. Combinando as iniciais LV a flores geométricas inspiradas no Art Nouveau, no gótico e no japonismo, o desenho tornou-se um selo de autenticidade que atravessa gerações.

A durabilidade do símbolo está ligada à capacidade de adaptação. Logo no início do século XX, a técnica do pochoir garantiu traços mais precisos e cores profundas. Em 1959, um novo algodão revestido deixou as peças mais leves, maleáveis e impermeáveis, permitindo que o padrão migrasse dos baús rígidos para bolsas como Speedy e Keepall, ícones do cotidiano urbano.

Monograma da Louis Vuitton: 130 anos de ícone do luxo

Diretores criativos sucessivos — de Marc Jacobs a Pharrell Williams — mantiveram o monograma em constante reinvenção. Colaborações marcantes, como a série multicolorida de Takashi Murakami nos anos 2000, reforçaram o diálogo da maison com a cultura pop. Artistas como Yayoi Kusama e Richard Prince também aplicaram suas assinaturas visuais à lona, ampliando o alcance do motivo clássico e atraindo atenção de veículos internacionais como a Vogue.

Para celebrar os 130 anos do emblema em 2026, a Louis Vuitton lançou uma campanha estrelada por Zendaya e Catherine Deneuve. Nas imagens, Zendaya segura a bolsa Speedy, símbolo de mobilidade contemporânea, enquanto Deneuve exibe a Alma, cuja forma arquitetônica remete ao Art Déco. A ação reforça a elasticidade do signo LV, capaz de representar gerações distintas.

A comemoração inclui três coleções-cápsula. A Monogram Origine revisita um cadastro de clientes de 1908 e apresenta o padrão em linho e algodão em tons pastel. A linha VVN destaca o vache végétal naturel, couro natural usado nos acabamentos da maison desde 1880, agora protagonista externo, deixando o monograma no forro. Já a coleção Time Trunk emprega a técnica de trompe-l’œil para reproduzir detalhes de baús históricos em modelos atuais, reafirmando a peça como relicário de memórias e objeto de desejo futuro.

Ao completar mais de um século, o monograma permanece um código universal do luxo: reconhecível, versátil e continuamente reinventado pela tecnologia, pela arte e pelo olhar de novos criativos.

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Foto: Divulgação

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