Morte de Manoel Carlos gera comoção entre artistas e fãs. A atriz Carla Marins, que interpretou Joyce em “História de Amor” (1995), publicou neste sábado (10) um texto emotivo em que agradece ao dramaturgo pelos papéis femininos reais que criou ao longo da carreira.
O autor, conhecido carinhosamente como Maneco, faleceu aos 92 anos no Hospital Copa Star, em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde tratava Doença de Parkinson. Sua obra marcou a teledramaturgia ao discutir conflitos familiares e temas sociais sensíveis, como gravidez na adolescência.
Morte de Manoel Carlos: Carla Marins faz tributo ao autor
No depoimento, Marins destacou que “trabalhar com um texto seu é ser atravessada por sentimentos tão verdadeiros”. Ela descreveu Joyce, filha da protagonista Helena vivida por Regina Duarte, como um “presente imenso” em sua trajetória profissional. A personagem enfrentava a maternidade solo após uma gravidez precoce, retrato que, segundo a atriz, “conversava com mulheres reais” e segue atual quase 30 anos depois.
Manoel Carlos consolidou-se como criador das inesquecíveis Helenas, protagonistas de forte personalidade que percorrem suas novelas desde “Baila Comigo” (1981). Essas mulheres complexas e humanas cativaram o público e reforçaram debates sobre relacionamentos, ética e escolhas de vida. Conforme noticiado pelo portal G1, o escritor manteve, até o fim, o reconhecimento de crítica e audiência por sua habilidade em retratar o cotidiano com sensibilidade.
A perda do autor encerra um capítulo importante da dramaturgia brasileira, mas sua influência permanece viva nos roteiros e na memória afetiva de milhões de telespectadores. “Manoel Carlos viverá para sempre em nós, por meio de suas personagens e histórias”, reforçou Carla Marins, desejando paz ao amigo e mentor.
Imagem: Reprodução
O velório e o sepultamento serão reservados à família. Nas redes sociais, colegas de elenco, roteiristas e admiradores multiplicam homenagens, reforçando o legado de Manoel Carlos como defensor de narrativas que colocam a mulher no centro das decisões, em tramas que espelham a realidade do país.
Para quem acompanha o universo da televisão e suas personalidades, a partida do autor simboliza o fim de uma era, mas também evidencia a força de suas criações que, como Joyce, Helena e tantas outras, seguem pulsando no imaginário coletivo.
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