Mulher grávida 9 anos virou assunto nas redes sociais após publicar um vídeo que mostra gestações consecutivas desde 2014. A brasileira Letícia Abib, já mãe de seis crianças, revelou estar à espera do sétimo bebê, somando quase uma década de barrigas sucessivas.
No TikTok, o conteúdo alcançou mais de 4 milhões de visualizações. A criadora resgatou uma foto do casamento católico em que o padre questionava: “Vocês prometem receber os filhos que Deus enviar?”. Em seguida, apresentou um carrossel de imagens que vão de 2014 a 2025, todas exibindo diferentes estágios de gravidez.
Mulher grávida 9 anos viraliza ao exibir sete gestações
Nos comentários, o público se dividiu. Alguns elogiaram a fé do casal; outros demonstraram preocupação com a saúde da mãe. Expressões como “religião emocionante” contrastaram com críticas sobre possíveis limites físicos e emocionais.
Entenda o contexto católico
Entre católicos mais tradicionais, é comum a compreensão de que cada filho representa a vontade divina. O Vaticano desencoraja métodos contraceptivos artificiais, incentivando o casal a permanecer “aberto à vida”. Dessa forma, famílias optam por não planejar filhos por vias médicas e adotam, no máximo, métodos naturais de fertilidade recomendados pela Igreja.
Apesar de menos frequente em centros urbanos, a prática sustenta famílias numerosas em comunidades específicas. Letícia exemplifica esse estilo de vida: nove anos de gestações sucessivas, seis crianças em casa e mais uma a caminho.
Repercussão nas redes
A viralização expôs debates sobre autonomia feminina, direitos reprodutivos e saúde materna. Comentários críticos questionaram o impacto em longo prazo: “Ela simplesmente perdeu nove anos carregando filhos”. Em contrapartida, defensores ressaltaram ser “escolha dela e dele”, reforçando que religião não deve ser discutida em tom de imposição.
Aspectos de saúde
Especialistas em obstetrícia alertam que intervalos curtos entre partos podem elevar riscos de anemia, complicações na placenta e sobrecarga física. Diretrizes da Organização Mundial da Saúde recomendam, idealmente, 24 meses entre uma gestação e outra. Ainda assim, cada caso deve ser avaliado por profissionais, considerando exames, histórico clínico e suporte familiar.
Planejamento familiar versus fé
Para médicos, a decisão de ter muitos filhos não deve excluir cuidados pré-natais adequados. Programas de apoio à saúde da mulher oferecem orientação gratuita sobre nutrição, exames de rotina e vacinação, essenciais para gestações consecutivas.
Imagem: Reprodução
Ao optar por seguir dogmas religiosos, famílias podem recorrer a métodos naturais de observação do ciclo, que têm menor eficácia mas são aprovados pela Igreja. Essa escolha reforça a intenção de aceitar toda gravidez como bênção, ampliando o número de filhos, como no caso de Letícia.
No Brasil, o debate sobre controle de natalidade inclui políticas públicas de acesso a anticoncepcionais e planejamento familiar. Entretanto, comunidades religiosas mantêm a convicção de que a providência divina é soberana.
Em meio a elogios e críticas, Letícia segue documentando a rotina com os seis filhos e a evolução da sétima gestação, destacando em cada postagem a frase que marcou seu matrimônio: “Receber os filhos que Deus enviar”.
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Imagem: Reprodução/TikTok


