Mulheres lideram preocupação com mudanças climáticas em todo o Brasil, aponta levantamento da Descarbonize Soluções. O estudo, conduzido com mais de 500 participantes nas cinco regiões, revela que as brasileiras estão não apenas mais conscientes, mas também mais dispostas a mudar padrões de consumo rumo a uma economia sustentável.
Segundo a pesquisa, 52% das entrevistadas declararam ter planos concretos de adotar hábitos mais conscientes no próximo ano, enquanto entre os homens esse percentual cai para 43%. Essa diferença de quase dez pontos percentuais reforça o protagonismo feminino nas decisões sobre sustentabilidade dentro dos lares.
Mulheres lideram preocupação com mudanças climáticas
O relatório ainda indica que 61% das mulheres acreditam que o planeta sofrerá consequências graves das mudanças climáticas, contra 51% dos homens. O pessimismo também é maior entre elas: 59% avaliam que faltam recursos para mitigar catástrofes ambientais; entre o público masculino, o índice é de 42%.
Para os responsáveis pelo estudo, fatores sociais explicam o engajamento feminino. Por estarem mais envolvidas em tarefas domésticas e no cuidado diário, elas costumam assumir o planejamento do consumo familiar, influenciando escolhas que impactam diretamente o meio ambiente.
Ana Toni, CEO da COP-30, reforça essa percepção. Em entrevista, a executiva lembrou que a crise climática aprofunda desigualdades: “Quando há escassez de água ou desastres, as mulheres são as primeiras a sentir os efeitos, seja pela necessidade de percorrer distâncias maiores em busca do recurso, seja pela vulnerabilidade em abrigos”. Toni cita ainda líderes como Marina Silva e Wangari Maathai para exemplificar o papel feminino nas soluções climáticas.
Para além do cenário nacional, estudos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) corroboram a ideia de que grupos historicamente vulneráveis, incluindo mulheres, são mais afetados pelos eventos extremos relacionados ao aquecimento global.
Imagem: Romy Arroyo Fernandez
Em síntese, o dado central da pesquisa da Descarbonize evidencia que as brasileiras querem agir, mas temem a insuficiência de recursos para enfrentar a crise climática. O debate sobre políticas públicas e financiamento torna-se, portanto, urgente para atender a essa preocupação crescente.
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Foto: Divulgação


