Mulheres que brilharam em 2025 lideraram transformações em áreas tão diversas quanto política, ciência, moda e entretenimento, provando que representatividade e inovação podem caminhar juntas.
Da luta pela democracia na Venezuela às passarelas de Paris, elas ampliaram debates sobre igualdade, sustentabilidade e liberdade artística, tornando-se referências para milhões de pessoas.
Mulheres que brilharam em 2025: vozes que fizeram história
Política e ativismo
A venezuelana María Corina Machado venceu o Nobel da Paz após confrontar o regime de Nicolás Maduro, mesmo sob perseguição e sem consenso dentro do próprio Comitê norueguês. Já Netumbo Nandi-Ndaitwah tomou posse como primeira presidente da Namíbia, resultado de décadas dedicadas à diplomacia e à educação.
Na linha de frente ambiental, a sueca Greta Thunberg, agora com 22 anos, integrou a Global Sumud Flotilla rumo à Faixa de Gaza para denunciar violações humanitárias, sendo detida duas vezes pela marinha israelense. Também aos 90 anos, a oceanógrafa Sylvia Earle celebrou o reconhecimento de Fernando de Noronha como Hope Spot, reforçando a urgência de proteger os mares, conforme destaca a Organização das Nações Unidas.
Outro símbolo de coragem, Gisèle Pelicot rompeu o silêncio sobre dez anos de violência sexual orquestrada pelo marido, impulsionando uma mudança na legislação francesa que agora exige consentimento expresso para caracterizar estupro.
Ciência e liderança corporativa
Mary Barra, CEO da General Motors, foi eleita executiva mais poderosa do mundo pela revista Fortune ao acelerar a transição para veículos 100% elétricos até 2035. Na medicina, a imunologista Mary E. Brunkow dividiu o Nobel de Medicina por avanços em terapias celulares contra doenças autoimunes e câncer, enquanto defendia mais equidade de gênero na pesquisa biomédica.
Esportes
No tênis, Aryna Sabalenka atingiu o topo do ranking da WTA e venceu o US Open, ao mesmo tempo em que liderou campanhas sobre saúde mental entre atletas. Já Kirsty Coventry foi eleita a primeira mulher e a primeira africana a presidir o Comitê Olímpico Internacional, prometendo ampliar o acesso ao esporte em regiões emergentes.
Artes, cinema e música
Diversos palcos foram dominados por mulheres em 2025. Mikey Madison, aos 25 anos, surpreendeu Hollywood ao ganhar o Oscar de Melhor Atriz por “Anora”, enquanto Coralie Fargeat tornou-se a única mulher indicada ao prêmio de Melhor Direção, criticando padrões estéticos impostos às mulheres.
Lady Gaga reuniu 2,5 milhões de fãs em Copacabana, estabelecendo recorde de público para uma artista feminina. Na música pop, Sabrina Carpenter explodiu com seis Grammys, enquanto Rosalía quebrou marcas no Spotify com “LUX”, gravado em 13 idiomas.
Também houve espaço para a TV: Anna Sawai venceu Emmy e Globo de Ouro pela série “Shōgun”, e Nicole Kidman foi eleita Mulher do Ano pela Time, reforçando seu compromisso em trabalhar com diretoras.
Imagem: Divulgação
Moda e criatividade
A diversidade ganhou força nas passarelas. Awar Odhiang emocionou a Semana de Moda de Paris ao abrir os braços para o novo diretor criativo da Chanel, enquanto Alex Consani consolidou-se como primeira mulher trans a vencer “Model of the Year”.
O ano foi decisivo nos bastidores das grifes: Francesca Bellettini assumiu a presidência global da Gucci; Louise Trotter estreou na direção criativa da Bottega Veneta; e Grace Wales Bonner quebrou paradigmas ao comandar o menswear da Hermès, sendo a primeira mulher negra nessa função.
Inovação e futuro
Referência em estudos de futuro, Amy Webb ganhou destaque absoluto no SXSW ao apresentar estratégias baseadas em dados que orientam governos e empresas sobre disrupções tecnológicas.
Por fim, Kim Carter-Tillman, fundadora da Time for Change, recebeu o prêmio Mulher Notável e US$ 25 mil para ampliar projetos de apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade, transformando sua trajetória de superação em políticas sociais de impacto.
Essas realizações comprovam que 2025 foi marcado por conquistas femininas sem precedentes, abrindo espaço para novas narrativas de poder, criatividade e inclusão.
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