Nathalia Dill completou 20 anos de carreira e, nesse marco, fez um balanço da trajetória iniciada em 2005, quando subiu ao palco profissional pela primeira vez. A atriz, que ganhou projeção nacional em Malhação e soma trabalhos no teatro, na televisão e no cinema, acaba de encerrar a temporada da peça “Três Mulheres Altas”, finalizou as gravações da novela “Guerreiros do Sol” para o Globoplay e prepara a estreia do longa “O Personagem” ainda este ano.
Ao relembrar os papéis que mais a marcaram, Dill destacou a “consistência” da carreira e o diálogo direto com o público, sobretudo via televisão, que “transborda” para a vida cotidiana. A atriz contou que se surpreendeu ao ser reconhecida nas ruas pela primeira vez: “Ali percebi o alcance que a arte e as novelas brasileiras têm”.
Projetos sob olhar feminino
Desde o nascimento da filha Eva, em 2020, durante a pandemia de covid-19, Nathalia passou a se interessar por trabalhos que abordem o lugar da mulher na sociedade. “Ser mãe de menina faz com que eu repense minhas escolhas e no que quero apresentar a ela”, afirmou. Para os próximos passos, quer investir em produções autorais que tratem de maternidade, exaustão e perspectiva feminina, acompanhando todo o processo, do roteiro à pós-produção.
Personagem com câncer de mama e saúde da mulher
No streaming, Dill viveu Valiana, personagem de “Guerreiros do Sol” que enfrenta um câncer de mama em um cenário de poucos recursos médicos. A experiência, segundo ela, reforçou a percepção de que as mulheres tendem a buscar cuidados preventivos com mais frequência do que os homens. Sobre as políticas públicas de saúde, avaliou que o Brasil “poderia estar melhor”, embora reconheça a importância do SUS.
A importância das amizades femininas
Para a atriz, as amizades entre mulheres funcionam como “alicerce” e rede de apoio que sustenta questões como maternidade e carreira. “Existe uma rivalidade imposta sobre nós que só serve para nos dividir”, observou. Em situações cotidianas, disse estimular a união feminina, ainda que em atividades de lazer, como uma partida de beach tennis em que formou dupla exclusivamente feminina.
Vida pessoal e limites da exposição
Nathalia Dill é casada desde 2019 com o músico Pedro Curvello, descrito por ela como mais reservado. O casal estabelece conversas constantes sobre o nível de exposição, principalmente da filha. “Não forço a participação de ninguém; o trabalho é meu”, afirmou. Segundo a atriz, a pequena Eva “geralmente gosta” do reconhecimento do público, mas tem liberdade para recusar fotos quando não se sente confortável.
Imagem: Thais Cunha
Maior medo: viver de arte no Brasil
Questionada sobre os desafios que não gostaria que a filha enfrentasse, Nathalia foi direta: “Meu maior medo é ela querer viver de arte”. A atriz reconhece que se sente sortuda por conseguir seu sustento na área, mas lamenta a falta de valorização do setor no país.
Envelhecimento e padrões de beleza
Ao comentar a proximidade dos 40 anos, Dill apontou a diferença de julgamento entre homens e mulheres. “Um cabelo grisalho tem significados opostos dependendo do gênero”, disse. A artista considera importante que se discuta o assunto para desconstruir a ideia de que a mulher perde relevância após os 30.
Na reta final de 2024, Nathalia Dill segue conciliando gravações, ensaios e a maternidade, enquanto planeja projetos que ampliem a representatividade feminina no audiovisual brasileiro.
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