Neuralgia do trigêmeo: cicatrizes e luta de Carolina Arruda volta a chamar atenção para a realidade de quem convive com a condição conhecida como “a pior dor do mundo”. A mineira, que já passou por 11 cirurgias, exibiu nesta sexta-feira (7) as marcas deixadas no corpo pelos procedimentos mais recentes.
Os médicos implantaram um neuroestimulador na face, outro na medula e instalaram um acesso permanente para medicação. Ao publicar um vídeo nas redes sociais, Carolina declarou que, apesar da dor persistente, ainda “há beleza” e esperança em cada nova etapa do tratamento.
Neuralgia do trigêmeo: cicatrizes e luta de Carolina Arruda
No registro, a estudante mostra as cicatrizes e recorda a trajetória desde a primeira crise, aos 16 anos. “Eu carrego no corpo o mapa das minhas batalhas”, disse, enfatizando que cada marca simboliza sustos, medos e a expectativa de vencer a dor. “Eu não quero só sobreviver, eu quero viver”, completou.
Com diagnóstico tardio, Carolina consultou 27 médicos até que a neuralgia do trigêmeo fosse confirmada, quatro anos após os primeiros sintomas. A enfermidade provoca falhas no nervo responsável pela sensibilidade da face e causa dores intensas, descritas por pacientes como choques elétricos constantes.
Segundo especialistas da Johns Hopkins Medicine, a neuralgia do trigêmeo pode exigir procedimentos cirúrgicos e uso de neuroestimuladores para bloquear os sinais dolorosos. Mesmo assim, o controle completo nem sempre é alcançado, o que explica a longa jornada terapêutica da mineira.
Os novos implantes representam mais uma tentativa de reduzir as crises que limitam atividades simples do dia a dia, como falar, mastigar ou até escovar os dentes. “Talvez tentar seja a forma mais bonita de continuar viva”, escreveu Carolina, reforçando que pretende prosseguir na busca por qualidade de vida.
A estudante também destacou a importância do apoio familiar e da comunidade virtual, que acompanha sua rotina. “Cada mensagem de carinho me ajuda a levantar”, relatou, alentando outros pacientes a compartilharem experiências e buscarem tratamento especializado.
Imagem: Reprodução
Para quem sente dores faciais recorrentes, neurologistas recomendam avaliação detalhada, pois o diagnóstico precoce evita anos de sofrimento. A neuralgia do trigêmeo não tem cura definitiva, mas abordagens combinadas — medicamentos, cirurgias e neuroestimulação — podem proporcionar alívio significativo.
Carolina encerrou o vídeo agradecendo aos profissionais de saúde envolvidos no processo e reforçando que continuará a relatar avanços e desafios. “Ainda existe força onde só existia dor”, concluiu.
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Crédito da imagem: Reprodução/Instagram


