ONG Zuzu for Africa teve todos os seus projetos suspensos pelo Governo Provincial do Bengo, em Angola, após autoridades apontarem pendências na documentação exigida para organizações estrangeiras em atividade no país.
A decisão foi comunicada nas redes sociais da entidade, que atua há oito anos na construção de escolas, postos de saúde e programas de apadrinhamento de crianças em situação de vulnerabilidade. Segundo a nota, o processo de regularização teria sido iniciado em 4 de julho de 2025, mas ainda não foi concluído.
ONG Zuzu for Africa é suspensa por falta de documentos
Fundada por Bruna Madureira e Gabi Ferreira, a ONG ganhou visibilidade nos últimos dias graças ao trabalho voluntário de influenciadoras como Mari Menezes e Nathalia Valente. A exposição, porém, motivou críticas de internautas e do ex-BBB João Luiz, que questionaram o uso de imagens de crianças em redes sociais.
Em resposta, Nathalia Valente afirmou que a divulgação ajudou a captar recursos para a construção de 26 casas destinadas a famílias locais. Apesar da polêmica, a organização reforçou, em comunicado, ter apresentado comprovantes fiscais e indicado um representante legal em Angola.
A nota destaca ainda que, ao longo de sua trajetória, a entidade recebeu visitas de autoridades locais e contribuições pontuais que fortaleceram a missão humanitária. “Estamos esperançosos de que essa situação será resolvida o mais breve possível”, afirma o texto.
Figuras públicas já apoiaram a causa. Em 2024, a cantora Anitta financiou a inauguração de uma escola mantida pela ONG, elogiando a rapidez das obras. A suspensão temporária, entretanto, impede novos avanços até que o órgão provincial conclua a análise de documentos.
Imagem: Reprodução
Em Angola, organizações sem fins lucrativos devem cumprir requisitos de registro e transparência similares aos estabelecidos por organismos internacionais, como os detalhados pela UNICEF Angola. O governo do Bengo não estipulou prazo para reavaliar o caso, mas a Zuzu for Africa diz manter diálogo aberto.
Nos bastidores, colaboradores temem atraso em projetos de infraestrutura escolar e programas de saúde comunitária. A ONG orientou voluntários e doadores a aguardarem novas instruções enquanto trabalha para restabelecer as operações.
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