Orgulho de ser latina marca o sentimento que une mulheres de diferentes nações da América Latina, celebrado no Brasil em 21 de abril, o Dia da Latinidade. A data convida a refletir sobre uma identidade moldada por histórias, idiomas e tradições que atravessam fronteiras.
Neste panorama, artistas, escritoras e empresárias destacam como a cultura latino-americana impulsiona resiliência, paixão e criatividade. Das canções mexicanas à culinária brasileira, cada depoimento reforça o elo comum de afeto e força coletiva.
Orgulho de ser latina: vozes femininas de 6 países
A cantora mexicana Thalia vê a latinidade como “uma história viva”, permeada por música, família e celebração. Para ela, a energia calorosa dos latinos se reflete na forma de cuidar dos seus e de compartilhar arte pelo mundo.
Gloria Estefan, nascida em Cuba, enfatiza a herança de resiliência transmitida por gerações. A cantora acredita que honrar esses sacrifícios alimenta sonhos mais altos, mantendo viva a alegria de viver mesmo diante de obstáculos.
Radicada há quatro décadas nos Estados Unidos, a escritora chilena Isabel Allende diz não ter perdido “nada da latinidade”. Ela mantém língua, comida, música e senso de humor como pilares que a fazem viver “alegremente na incerteza” enquanto preserva raízes e identidade.
Também do México, Dulce Maria sente orgulho das cores, sabores e tradições que definem sua nação. A artista destaca o “calor no sangue” como traço marcante da paixão latina, inspiração constante para levar sua cultura a outros países.
Do Peru, a escritora Gabriela Wiener lembra o território indígena de Abya Yala e o sonho bolivariano que resiste até nas letras de músicas atuais. Para ela, a América Latina não é “quintal de ninguém” – é soberana e não está à venda.
No Brasil, a apresentadora Adriane Galisteu aponta o “jeitinho” brasileiro como marca de leveza diante de desafios. Já a chef Renata Vanzetto ressalta a criatividade de “fazer muito com pouco”, transformando dificuldades em potência na cozinha e na vida.
Morena Baccarin, atriz brasileira nos EUA, sente falta do calor humano que faz qualquer mesa parecer acolhedora. Esse senso imediato de camaradagem, segundo ela, torna o convívio latino único e reconhecível em qualquer lugar.
Imagem: Getty s
A argentina Josefina Licitra prefere fugir de romantizações: para ela, a latinidade é substancial, fruto de lutas como a das mães e avós que enfrentaram a ditadura de 1976. Essa memória mantém viva a prontidão para defender direitos.
A jornalista brasileira Gabriela Prioli valoriza a capacidade de existir “apesar de” interferências externas. A identidade latina, diz, ensinou-a a ocupar espaços não pensados para ela, sem perder essência nem voz.
Por fim, a chef Janaina Torres relembra quando percebeu a própria latinidade ao criar o menu “Meu sangue é latino”. Segundo a empresária, o Brasil precisa preservar e participar ativamente dos movimentos culturais de toda a região.
Segundo a BBC, a América Latina reúne mais de 650 milhões de pessoas, compartilhando valores que atravessam música, gastronomia e história comum, dados que reforçam a relevância dos depoimentos citados.
Essas narrativas mostram que o orgulho de ser latina combina memória e futuro, coragem e afeto, transformando desafios históricos em combustível para novas conquistas em arte, política e empreendedorismo.
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