Paris Hilton cobra leis contra deepfakes em novo doc. Aos 44 anos, a empresária e herdeira do império hoteleiro intensifica a defesa de normas que protejam mulheres e crianças após décadas lidando com a exposição não consentida de sua imagem.
Na véspera desta entrevista, Hilton esteve em Washington para apoiar o DEFIANCE Act, projeto de lei que permite ações civis contra quem cria ou divulga deepfakes íntimos. A legislativa norte-americana Alexandria Ocasio-Cortez e a republicana Laurel M. Lee acompanharam o discurso da cantora, que relembrou ter enfrentado agressões similares nos anos 2000, quando o termo deepfake sequer existia.
Paris Hilton cobra leis contra deepfakes em novo doc
“Quando eu era adolescente, não havia legislação que me defendesse”, disse Hilton, emocionada, ao deixar o Capitólio em 22 de janeiro. Segundo ela, converter experiências dolorosas em políticas públicas se tornou “o trabalho mais significante” de sua vida.
O ativismo acompanha o retorno à música. Em 2024, Paris lançou “Infinite Icon”, seu segundo álbum, e, neste 30 de abril, apresenta o documentário homônimo em sessão única mundial — no Brasil, a pré-estreia ocorre em oito capitais nesta segunda-feira (29). A produção combina bastidores de um show em Los Angeles com relatos sobre como a fama precoce moldou sua identidade.
Entre memórias, Hilton narra o período em que foi reduzida à caricatura de “garota rica arruaceira”. A narrativa misógina ganhou força após o vazamento de uma sex tape em 2004, episódio que também marcou Britney Spears e Lindsay Lohan. “Era só uma jovem se divertindo, mas o julgamento foi implacável”, recorda.
Além do DEFIANCE Act, a artista apoia dois projetos federais focados em combater o abuso infantil e financiar serviços de bem-estar para cuidadores. O objetivo é impedir que novas gerações repitam traumas semelhantes. Dados do Congresso dos Estados Unidos indicam que o avanço das deepfakes coloca adolescentes entre os grupos mais vulneráveis.
Hoje, a “rainha da noite” prefere trocar baladas por manhãs com os filhos Phoenix, de 3 anos, e London, de 2. Ainda assim, promete levar aos palcos a sensação de pertencimento que encontrou nas pistas de dança: “A música me salvou e quero dividir isso”, resume.
Para saber mais sobre cuidados pessoais e outras tendências que reforçam a autoestima, visite nossa editoria de Saúde e Beleza e continue acompanhando as novidades.
Foto: Amanda Belawski


