Passaporte de Eliza Samudio surge em Portugal, diz mãe

Passaporte de Eliza Samudio reapareceu em Portugal e, diante da repercussão, a mãe da modelo, Sonia Moura, criticou a cobertura da imprensa e exigiu esclarecimentos oficiais sobre “fatos mal explicados”.

Por meio de uma publicação no Instagram na noite de terça-feira (6), Sonia afirmou viver “profunda dor e exaustão emocional” ao ver o nome da filha voltar aos noticiários sem, segundo ela, a devida apuração jornalística.

Passaporte de Eliza Samudio surge em Portugal, diz mãe

A matriarca destacou que “minha filha está morta” e que a exposição constante transforma saudade em revolta. Para ela, há lacunas na informação de que o documento teria sido localizado com carimbo de entrada em território português em 1º de maio de 2007, conforme revelado pelo jornal Público Brasil.

Registros do Itamaraty obtidos pelo mesmo veículo indicam que Eliza solicitou autorização de retorno ao Brasil com validade até novembro daquele ano. Contudo, não há confirmação sobre a data exata de volta nem se o passaporte foi extraviado ou roubado. Sonia declarou que cobrará das autoridades “todas as respostas que ainda não foram dadas”.

O caso reaparece mais de uma década após o crime que chocou o país. Em junho de 2010, Eliza, então com 25 anos, desapareceu enquanto tentava garantir pensão alimentícia do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, pai de seu filho. A Justiça concluiu que o atleta planejou o assassinato com a ajuda de Luiz Henrique Romão, o Macarrão. Apesar de condenados, os réus seguem negando o homicídio.

Entre as provas consideradas decisivas estavam vestígios de sangue na Land Rover de Bruno e objetos da vítima encontrados em um sítio do jogador. Em 2013, o goleiro foi sentenciado a 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver, pena depois reduzida para 20 anos e 9 meses.

Sonia reiterou que, neste momento, prefere o silêncio para “tentar sobreviver à saudade”, mas garantiu que continuará buscando justiça. “Minha filha merece respeito, verdade e justiça”, escreveu.

O reaparecimento do documento também levanta questões sobre controle migratório. De acordo com especialistas consultados pelo jornal Folha de S.Paulo, a falta de registros consolidados dificulta rastrear deslocamentos internacionais em casos antigos.

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Foto: Divulgação

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