Pegging vem deixando de ser tabu e se firmando como uma das práticas sexuais que mais despertam curiosidade entre casais brasileiros. Ao inverter os papéis tradicionais de penetração, mulheres relatam aumento de prazer, intimidade e confiança com seus parceiros.
Na prática, a mulher utiliza um strap-on — cinta com um dildo — para realizar a penetração anal no parceiro, que pode ser homem cis, trans ou qualquer outra identidade de gênero. O resultado, segundo entrevistadas, é uma dinâmica de poder mais fluida e excitante para ambos.
Pegging: mulheres relatam prazer na inversão de papéis
Cunhado em 2001 pelo escritor Dan Savage, o termo ganhou força nos últimos anos. Dados do aplicativo de relacionamento Feeld mostram crescimento de 67 % no interesse de mulheres heterossexuais por pegging em 2024 e alta de 200 % entre homens heterossexuais em 2025.
Especialistas explicam que o prazer vem de diferentes frentes. Para quem possui próstata, o estímulo anal pode gerar orgasmos intensos; já para muitas mulheres, conduzir o ritmo e observar a reação do parceiro amplia a excitação. Há ainda modelos de cintaralho com duas pontas, capazes de estimular simultaneamente quem penetra.
Redescobrindo o comando
Lilith, confeiteira de 30 anos, conta que adotou o strap-on clássico de couro e hoje pratica a inversão até quatro vezes por semana: “Eu não imaginava o quanto iria gostar de estar no comando. Ver meu parceiro gozar só com pegging me fez chegar ao orgasmo junto com ele”.
Mente aberta é requisito
Para Tânia Carla, podóloga de 48 anos, o pegging mudou seus critérios de escolha de parceiros. “Depois que experimentei, não consigo me envolver com quem não tenha a mente aberta. O que mais me excita é preparar os acessórios e dominar a situação”, afirma.
Energia transformada
Dhara Gonçalves, criadora de conteúdo adulto de 25 anos, diz que a prática a tornou mais confiante: “Sinto-me ativa e no controle. Isso muda toda a energia do sexo, porque exige entrega e confiança dos dois lados”.
Confiança em alta
Duda, publicitária de 35 anos, destaca o papel do consentimento: “Saber que meu parceiro confiou em mim para algo tão íntimo transformou a experiência. Se ele dissesse que não estava confortável, eu parava na hora”.
Imagem: Divulgação
Visão privilegiada
Camilla Santos, jornalista de 28 anos, prefere posições em que o parceiro fica por cima: “Ter a visão dele sentando em mim é extremamente excitante. Mesmo quando não usamos brinquedos, a penetração com o dedo faz parte da rotina”.
Poder oferecido, não tirado
Shaday, dominatrix, resume: “Na inversão, o poder não é imposto; ele é entregue. Existe um acordo silencioso que torna tudo mais profundo”.
Antes de experimentar, é essencial conversar sobre limites, usar lubrificante à base de água e iniciar com estímulos progressivos, como plugues anais ou massagem com os dedos. O guia sobre pegging da Healthline reforça a importância de higiene adequada, comunicação constante e preservativos em brinquedos compartilhados.
Em suma, o pegging vem ganhando espaço por ampliar o repertório erótico e quebrar estereótipos de gênero, proporcionando novas formas de prazer físico e emocional.
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