Perfumaria em 2026: tendências de skin scents a IA desponta como tema central entre consumidores e especialistas, refletindo um mercado que já movimenta 78% da população brasileira segundo a Abihpec. A popularização de conteúdos sobre fragrâncias nas redes impulsionou um público mais exigente e sedento por novidades.
Para entender o que chega às lojas no próximo ciclo, conversamos com Poliana Palhano, da Fragrance de L’Opéra (Paris), Helen Augusto, especialista com três décadas de experiência, e Pierre Aulas, diretor olfativo de O.U.i Paris. Eles antecipam que 2026 trará sofisticação técnica, minimalismo e alta tecnologia às criações.
Perfumaria em 2026: tendências de skin scents a IA
Skin scents ganham força – Minimalistas e de baixa projeção, as “fragrâncias de segunda pele” conquistam espaço entre consumidores que buscam elegância discreta. Notas de musk, âmbar leve e madeiras suaves marcam essa proposta intimista. “O brasileiro percebe que perfume pode ser silencioso e refinado”, avalia Augusto. Marcas de massa e de nicho já dedicam pelo menos uma composição ao estilo, e 2026 deve ampliar o portfólio.
Gourmands sofisticados – O acorde doce, queridinho no país, evolui rumo ao equilíbrio. Palhano destaca que as criações agora misturam baunilha seca, nuances salgadas, alcoólicas ou tostadas para despertar desejo sem excesso de açúcar. Augusto fala em “gourmand fitness”, combinando madeiras ou íris para dar estrutura. Notas lactônicas, populares entre a Geração Z por seu conforto nostálgico, devem surgir ao lado de frutas e madeiras.
Perfume e neurociência – A busca por bem-estar coloca o olfato no centro dos rituais diários. Como lembra Augusto, fragrâncias deixam de ser mero acessório estético e passam a atuar como “gesto de alinhamento emocional”. Aulas reforça que consumidores procuram essências capazes de transmitir energia, relaxamento ou alegria, tendência que estimula pesquisas sobre como moléculas aromáticas afetam o sistema límbico.
Tecnologia e sustentabilidade – Inteligência artificial auxilia perfumistas na análise de combinações moleculares, enquanto a biotecnologia garante cultivo sustentável de ingredientes nobres como rosa e jasmim, reduzindo impacto ambiental. Experiências personalizadas, rastreabilidade de matérias-primas e projetos sensoriais multissensoriais completam o pacote de inovação. “As pessoas querem perfumes que traduzam individualidade; a tecnologia é chave nesse processo”, resume Aulas.
Com marcas emergentes e um dos maiores mercados globais, o Brasil deve aproveitar 2026 para explorar texturas olfativas mais autorais, longe do excesso de dulçor e potência. A exigência por originalidade e transparência também impulsiona fórmulas limpas e narrativas de origem, reforçando o compromisso ambiental.
Imagem: Reprodução Instagram thfragrancevault
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o cenário favorável à inovação promete ampliar ainda mais a competitividade do setor, alinhando pesquisa científica, criatividade e responsabilidade socioambiental.
No horizonte de 2026, a perfumaria brasileira deve se consolidar como referência em diversidade olfativa, aliando a elegância dos skin scents, a complexidade dos gourmands sofisticados e o suporte tecnológico que garante experiências cada vez mais personalizadas.
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Imagem: Divulgação


