PF investiga rede de crimes sexuais com sedativos desde o início da manhã desta quarta-feira (11), quando a Operação Somnus foi deflagrada para desarticular um esquema que drogava vítimas, praticava estupros e publicava os vídeos na internet.
A investigação começou em 2025 após alerta da Europol, envolvendo mais de 20 países. De acordo com a Polícia Federal, ao menos sete brasileiros participavam dos grupos que trocavam mensagens sobre marcas de fármacos sedativos e seus efeitos adversos.
PF investiga rede de crimes sexuais com sedativos
Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia. Três suspeitos já estão presos — um em cada um dos estados de São Paulo, Bahia e Ceará. A PF não divulgou nomes nem as cidades onde ocorreram as detenções.
Segundo os investigadores, alguns dos acusados teriam dopado as próprias companheiras para filmar os abusos e compartilhar as imagens em plataformas on-line. Equipamentos eletrônicos, celulares, computadores e dispositivos de armazenamento foram apreendidos e serão periciados.
Os crimes apurados incluem estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro, previstos no Código Penal, além da Lei 13.642/2018, que atribui à PF a investigação de conteúdos misóginos disseminados na internet. A corporação também identificou manifestações de ódio, repulsa e objetificação da mulher nos diálogos interceptados.
A cooperação internacional segue ativa, e novas diligências não são descartadas. Informações oficiais sobre a Operação Somnus podem ser acompanhadas no site da Europol, parceira da PF no caso.
O material recolhido deverá ajudar a mapear a rota dos vídeos, identificar eventuais servidores no exterior e apontar possíveis compradores ou replicadores do conteúdo criminoso. A perícia também analisará metadados para localizar outras vítimas que ainda não foram identificadas.
Imagem: Divulgação
Além das prisões, os investigados podem sofrer bloqueio de contas em redes sociais e ter patrimônio congelado, caso se comprove obtenção de lucro com a venda dos vídeos.
No Brasil, denúncias de crimes semelhantes podem ser feitas pelo telefone 191 da Polícia Federal ou pelo Disque 100, que registra violações de direitos humanos.
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Crédito da imagem: Polícia Federal/Divulgação


