Plataforma de hospedagem para mulheres: Home4Her cresce

Plataforma de hospedagem para mulheres é o conceito por trás da Home4Her, startup criada pela brasileira Cibele Mazzo, 38, para conectar viajantes que desejam trocar estadias com segurança e acolhimento.

A proposta elimina custos de hotel ou aluguel ao permitir que cada participante ofereça sua casa ou quarto, acumule pontos e use esse saldo em acomodações de outras mulheres ao redor do mundo.

Plataforma de hospedagem para mulheres: Home4Her cresce

Segundo Mazzo, a inspiração surgiu da ausência de opções realmente personalizadas para o público feminino. Ela observou que modelos tradicionais, de hotéis ao Airbnb, muitas vezes não incluem interação com o anfitrião nem abordam questões de segurança que afetam prioritariamente as mulheres.

A fundadora conhece o tema de perto: cresceu em Campinas (SP) em um ambiente familiar hostil, onde presenciou episódios de violência doméstica. A vivência fez com que buscasse, ainda jovem, espaços seguros fora de casa. “Quando analisamos qualquer recorte sobre mulheres, vemos que todas buscam lugares mais seguros”, afirma.

Depois de atuar em administração, direito e docência, Mazzo passou quatro anos explorando Japão, Tailândia e Indonésia. A afinidade com a Ásia levou-a a fixar residência em Bali, onde amadureceu a ideia do negócio e estruturou o sistema de trocas batizado de Her Miles.

O funcionamento é simples: após cadastro gratuito, a usuária passa por sete etapas de verificação. Concluída a checagem, ela define se fará uma troca direta — simultânea ou não — ou se acumulará pontos para usar em outra estadia. A anuidade de 120 euros dá direito a trocas ilimitadas por 12 meses.

A curadoria rigorosa garante que apenas perfis verificados tenham acesso à comunidade, que hoje recebe de 200 a 300 novos cadastros diários. A plataforma já soma mais de 10 mil integrantes distribuídas em 25 países, com maior concentração no Brasil e em Portugal.

Parceiros e animais de estimação podem acompanhar as viagens; no entanto, a decisão final sobre receber ou não acompanhantes cabe sempre à anfitriã. Para Mazzo, esse controle é peça-chave na criação de um ambiente acolhedor.

O crescimento do serviço reflete uma tendência global. Dados da Organização Mundial do Turismo indicam que segurança é um dos principais fatores na decisão de viagem das mulheres — informação que, segundo Mazzo, reforça o potencial do modelo. (Fonte: Organização Mundial do Turismo)

Com metas ambiciosas, a Home4Her planeja ampliar a rede e quebrar barreiras culturais ou econômicas que ainda limitam o turismo feminino. “Queremos que qualquer mulher possa viajar pelo mundo sendo acolhida por outra mulher, independente do idioma ou da tradição”, conclui a empreendedora.

Para quem busca experiências autênticas e livres de violência, a plataforma surge como alternativa a propostas que exigem voluntariado ou improviso, como dormir no sofá. A prioridade é oferecer conforto, confiança e conexão entre viajantes.

No mercado de turismo, iniciativas de nicho tendem a ganhar força à medida que respondem a demandas específicas de público. Com foco na segurança feminina, a Home4Her se posiciona como solução inovadora e inclusiva, atraindo usuárias que desejam economizar e ainda criar laços de amizade durante a jornada.

Confira outras dicas sobre bem-estar e viagens seguras em nosso conteúdo de beleza e estilo e continue acompanhando nossas reportagens para se manter informada e inspirada.

Foto: Arquivo pessoal

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