Pollyanna Pilar denuncia agressão em boletim de ocorrência registrado em Belo Horizonte, apontando o advogado João Bráulio Faria de Vilhena Filho, sócio da Astra Capital, como autor de violência física, psicológica e ameaças.
A empresária e influenciadora tornou público o relato em vídeo nas redes sociais, no qual descreve uma discussão doméstica que, segundo ela, escalou para controle, humilhação e impedimento de saída do apartamento.
Pollyanna Pilar denuncia agressão e violência de ex
Pela versão apresentada, as agressões incluíram roupas rasgadas, xingamentos, empurrões e coerção para circular em áreas comuns do prédio em situação de vulnerabilidade. Ao tentar chamar a polícia, Pollyanna afirma ter sido intimidada, prática que especialistas em violência de gênero classificam como estratégia de silenciamento.
Funcionários do condomínio acionaram a polícia mais de uma vez, mas o suspeito já havia deixado o local antes da chegada das autoridades, evitando o flagrante. A influenciadora relatou ter recebido mensagens alternando entre súplica e novas ameaças após conseguir fugir.
Segundo Pollyanna, exames médicos confirmaram lesões e ela recebeu medicação para dores e abalo emocional. A vítima afirma ainda ter descoberto posteriormente que uma ex-namorada do advogado registrou denúncia semelhante, reforçando, em sua avaliação, um padrão de comportamento.
O BTG Pactual informou, por meio de nota, que João Bráulio não é funcionário nem representante do banco, mas sócio da Astra Capital, escritório de investimentos credenciado à instituição. Até o momento, o advogado não atendeu às tentativas de contato da polícia nem se pronunciou publicamente.
Além da agressão física, Pollyanna descreve histórico de ciúmes excessivos, restrições à vida profissional, vigilância de redes sociais e coerção sexual—sinais que, segundo ela, precederam a violência explícita. “A violência não começa no primeiro tapa”, declarou.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Minas Gerais. Testemunhas do prédio devem ser ouvidas nos próximos dias e imagens de câmeras internas foram solicitadas.
Imagem: Reprodução
Para mulheres que reconheçam sinais semelhantes em seus relacionamentos, a influenciadora recomendou buscar ajuda imediata e utilizar canais oficiais, como o telefone 180.
Conforme especialistas, a rapidez na formalização da queixa e a coleta de provas aumentam a eficácia de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Este episódio reforça o alerta de organizações de defesa dos direitos das mulheres sobre a importância de identificar ciclos abusivos ainda na fase de controle emocional.
Foto: Reprodução/Instagram
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