Queda de cabelo na menopausa: entenda causas e soluções é um tema que preocupa muitas mulheres a partir dos 45 anos. A redução de estrogênio nesse período pode levar à perda de até 40% do volume capilar, tornando os fios mais finos e quebradiços.
Segundo a ginecologista Ana Valadares, membro da Comissão de Climatério da Febrasgo, a queda acentuada ocorre quando a produção de colágeno diminui e há maior presença de andrógenos, hormônios que encurtam o ciclo de vida dos folículos.
Queda de cabelo na menopausa: entenda causas e soluções
Além da perda hormonal, fatores como histórico familiar de alopecia, doenças autoimunes, distúrbios da tireoide, carências nutricionais, estresse e uso de medicamentos podem agravar a situação. Quadros de dor, coceira, vermelhidão ou descamação no couro cabeludo exigem avaliação médica imediata.
Causas hormonais e impacto no couro cabeludo
A queda começa quando os níveis de estrogênio e progesterona caem, reduzindo a fase de crescimento dos fios. Paralelamente, o aumento relativo de andrógenos promove o afinamento capilar. Estudos da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia confirmam que esse desequilíbrio afeta diretamente a densidade do cabelo.
Principais formas de tratamento
Profissionais indicam diferentes abordagens, que podem ser combinadas conforme cada paciente:
- Terapia de reposição hormonal (TRH): normaliza os níveis de estrogênio e progesterona, reduzindo a queda e outros sintomas da menopausa.
- Suplementação vitamínica: ferro, biotina, zinco e selênio são essenciais para fortalecer a haste capilar.
- Produtos tópicos: xampus e condicionadores específicos, prescritos por dermatologista ou tricologista, ajudam a limpar o couro cabeludo e estimular o crescimento.
- Medicamentos de uso tópico ou oral: Minoxidil e Cetoconazol figuram entre as recomendações mais comuns.
- Hábitos saudáveis: alimentação rica em proteínas, prática regular de atividades físicas e controle do estresse completam o protocolo.
Prevenção diária
Para minimizar danos, especialistas aconselham uso constante de protetor térmico durante a exposição solar, restrição ao calor de secadores e chapinhas e intervalos adequados entre colorações químicas. Manter o couro cabeludo limpo evita oleosidade excessiva, que pode obstruir folículos.
Imagem: Suriyawut Suriya/Gettys
Quando procurar ajuda médica
Caso a queda aumente repentinamente ou surjam sinais inflamatórios, a consulta com ginecologista, dermatologista ou endocrinologista é indispensável. O diagnóstico correto descarta doenças como lúpus, psoríase ou infecções fúngicas que também provocam rarefação capilar.
Em resumo, compreender os mecanismos hormonais e adotar cuidados multidisciplinares são passos decisivos para conter a perda de fios após os 45 anos.
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Crédito da imagem: Suriyawut Suriya/Gettyimages


