Queda de pressão no Carnaval é um problema recorrente que combina calor intenso, multidões e consumo de álcool, fatores que favorecem tonturas e desmaios, principalmente entre mulheres.
Entre foliões jovens sem histórico de doença cardíaca, a principal causa dos episódios é a síncope vasovagal, perda súbita e transitória da consciência provocada por queda brusca da pressão arterial.
Queda de pressão no Carnaval: por que afeta mulheres
Diversas características biológicas aumentam a vulnerabilidade feminina. De modo geral, as mulheres apresentam menor massa muscular, o que dificulta o retorno do sangue ao coração, além de pressão arterial naturalmente mais baixa, sobretudo antes da menopausa. Esses fatores somados reduzem a capacidade do organismo de manter a pressão estável em condições de calor, estresse ou longos períodos em pé — cenários típicos dos blocos de rua.
Segundo a cardiologista Carisi Polanczyk, chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Moinhos de Vento, a desidratação agrava o quadro. “A pessoa acha que está se hidratando porque está bebendo, mas na prática não está”, afirma. O álcool provoca vasodilatação e tem efeito diurético, diminuindo ainda mais o volume de líquido circulante.
Sinais de alerta antes do desmaio
Suor frio, visão turva, fraqueza, náusea e tontura costumam aparecer segundos antes da perda dos sentidos. Reconhecer esses indícios e agir rapidamente — saindo da aglomeração, sentando-se ou elevando as pernas — ajuda a evitar quedas e traumatismos.
Fatores que elevam o risco
Algumas mulheres enfrentam risco adicional por predisposição familiar ou uso de medicamentos como anti-hipertensivos e determinados antidepressivos (fluoxetina, sertralina). Quando combinados a calor, álcool e desidratação, esses remédios favorecem quedas de pressão.
Imagem: Divulgação
Como se prevenir durante a folia
- Mantenha a hidratação ingerindo água regularmente entre as bebidas alcoólicas.
- Faça pausas na sombra ou em locais ventilados para reduzir a temperatura corporal.
- Alimente-se bem antes de sair e carregue lanches leves para evitar hipoglicemia.
- Evite ficar muitas horas em pé; sente-se sempre que possível.
- Se sinais de tontura aparecerem, agache-se e eleve as pernas para facilitar o retorno venoso.
Para mais orientações, a Sociedade Brasileira de Cardiologia reúne informações detalhadas sobre prevenção de síncopes e cuidados cardiovasculares.
Respeitar os limites do próprio corpo é fundamental: quem já desmaiou antes deve redobrar a atenção e planejar rotas de fuga para locais menos lotados.
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Crédito da imagem: Folhapress


