Racismo contra Ludmilla motivou uma nota oficial de repúdio do Ministério da Igualdade Racial (MIR), comandado por Anielle Franco, nesta quarta-feira. O texto manifesta solidariedade à cantora e frisa que a prática racista fere a dignidade humana, reforça desigualdades históricas e ameaça a democracia.
O documento foi publicado após declarações do apresentador Marcão do Povo, que chamou Ludmilla de “macaca” em 2017 e, recentemente, afirmou estar “absolvido” do processo. O MIR ressaltou que liberdade de expressão não inclui permissão para violência ou discriminação.
Racismo contra Ludmilla: Ministério da Igualdade repudia
A pasta reiterou seu compromisso de combater o racismo em todas as esferas e lembrou que a conduta discriminatória é tipificada como crime no Brasil. “Racismo é crime e não pode ser naturalizado”, diz o comunicado, alinhado à estratégia governamental de promoção dos direitos da população negra.
O embate entre a artista e o apresentador começou em janeiro de 2017, quando, ao vivo na Record, Marcão do Povo usou o termo racista contra Ludmilla. A repercussão resultou na demissão do comunicador. Desde então, corre uma disputa judicial na qual a cantora alega que o apresentador utilizou “manobra processual” para evitar punições, mesmo após o reconhecimento do ato racista.
Segundo informações disponíveis no site oficial do Ministério da Igualdade Racial, a pasta vem intensificando campanhas educativas e acompanhando casos emblemáticos para reforçar a importância de denúncias e punições efetivas.
O recente posicionamento do MIR ocorre em meio a questionamentos sobre a presença de figuras acusadas de discriminação em espaços de grande audiência. A permanência de Marcão do Povo no SBT levou Ludmilla a recusar uma homenagem da emissora. A cantora classificou como “incoerente” aceitar a honraria enquanto a empresa mantém em seu quadro apresentadores que, segundo ela, não foram responsabilizados.
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O MIR concluiu a nota ressaltando que continuará monitorando o caso e atuará para garantir que episódios semelhantes não sejam relativizados, reforçando a necessidade de criar um ambiente midiático livre de discursos de ódio.
Para a sociedade civil e especialistas, manifestações institucionais como essa fortalecem a conscientização sobre a gravidade do racismo e estimulam a adoção de políticas concretas de enfrentamento.
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