Recusa de oração em escola pública: mãe defende filha marcou o debate sobre liberdade religiosa em Joinville (SC). A influenciadora Luana Cristina Ferreira, 29 anos, denunciou que a filha Ana, 12, foi retirada de sala por se recusar a rezar o Pai-Nosso em uma escola pública, contrariando o que determina a Constituição.
Sem seguir doutrinas, Luana educa Ana e o irmão Davi, 8, para conhecerem diferentes crenças sem aderir a nenhuma. Segundo a mãe, a oração coletiva ocorreu durante aula alheia ao ensino religioso, e a adolescente acabou encaminhada à secretaria e, depois, à psicóloga.
Recusa de oração em escola pública: mãe defende filha
Ao exigir explicações, Luana ouviu da coordenação que a professora sentiu-se desrespeitada. A catarinense rebateu: “Acham que minha filha não se sentiu ofendida?”. Ela citou os artigos 5º e 19 da Constituição Federal, que proíbem imposição de práticas religiosas em escolas públicas.
A direção argumentou que Ana fora levada à psicóloga por falta de outro adulto disponível, mas manteve a oração alegando ser “universal”. Luana ponderou que, para quem não possui religião, o Pai-Nosso não é universal. Após o impasse, o colégio substituiu a reza por um agradecimento livre: cada aluno escolhe a quem ou ao que agradecer.
Com a mudança interna, a família descartou ação judicial. Ana preferiu permanecer na instituição, apesar de ter sido rotulada como “menina sem religião” por colegas. “Ela não quer sair por causa das amizades”, afirmou a mãe.
Quando relatou o caso nas redes, Luana revelou receio de julgamentos por ser ateia. Mesmo assim, decidiu expor a situação após outro episódio de intolerância religiosa envolver o desenho de um orixá feito por criança de quatro anos em sala de aula.
A influenciadora também relatou ataques à sua aparência. Comentários ligaram seu cabelo colorido e piercings a estereótipos negativos. “Nada disso define caráter. O que define é respeito, e foi isso que faltou quando tentaram obrigar minha filha”, disse.
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Para especialistas em educação, a legislação garante que manifestações religiosas em escolas públicas sejam sempre voluntárias e individuais. Quando a prática parte de autoridade escolar, configura violação de direitos.
Em resumo, o episódio reforça a necessidade de ambientes escolares respeitarem a diversidade de crenças — inclusive a ausência delas — assegurando que nenhum aluno seja constrangido.
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Foto: Reprodução/Instagram


