Rosamaria Murtinho estrela ‘É Tempo de Amoras’ nos cinemas

Rosamaria Murtinho estrela ‘É Tempo de Amoras’ nos cinemas. Aos 96 anos, a atriz celebra o retorno às telonas com o drama independente “É Tempo de Amoras”, que estreia na próxima quinta-feira (26) e aborda longevidade, afeto e memória.

Dirigido por Anahí Borges, o longa apresenta Rosamaria como Pasqualina, moradora de uma casa de repouso que decide reencontrar um amor do passado. “Receber esse convite foi maravilhoso e estou ansiosa pela reação do público”, afirmou a atriz em entrevista à revista Marie Claire.

Rosamaria Murtinho estrela ‘É Tempo de Amoras’ nos cinemas

Entusiasmada com o resultado, a veterana contou que acompanhou todas as etapas da produção: “Fiquei na expectativa para ver o filme pronto e adorei o que vi”. A personagem chamou a atenção de Rosamaria pela “humanidade” que carrega — qualidade que a atriz diz ambicionar fora das telas.

“É Tempo de Amoras” marca o retorno de Rosamaria Murtinho ao cinema após participação em “A Lista” (2025), de José Alvarenga. Na televisão, seu último trabalho foi na novela “Dona de Mim”, exibida também no ano passado. Mantendo-se ativa, ela credita o bom humor como segredo para a vitalidade: “Nunca me entristeci por envelhecer. Faço ginástica, vou ao teatro, ao cinema e caminho sempre que posso”.

A atriz defende maior espaço para profissionais experientes no audiovisual e critica o etarismo: “Se não fossem os veteranos, o cinema seria diferente e os jovens teriam menos oportunidades”.

Casada há 67 anos com o ator Mauro Mendonça, Rosamaria recorre a uma frase do marido para explicar a longevidade da união: “Casamento é uma guerra em que nenhum dos dois venceu a batalha. Aceitamos tudo que está ao redor, esse é o segredo”.

Para a diretora estreante Anahí Borges, formada em Audiovisual pela USP, o filme nasceu de memórias pessoais no bairro do Tremembé e no Horto Florestal, em São Paulo. Ela afirma que a obra “propõe um olhar mais afetuoso sobre a velhice” e dialoga com referências de Clarice Lispector, Sandra Kogut e Gianni Di Gregorio.

Produzido com orçamento reduzido graças a políticas públicas para o setor, o longa contou com equipe diversa, algo que, segundo Anahí, “enriqueceu o projeto com diferentes vivências”. Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) apontam que produções independentes com baixo custo representam parcela crescente do mercado exibidor.

Definido pela cineasta como uma mistura de melancolia e poesia, o filme busca sensibilizar o espectador para “a autonomia e o desejo de viver” dos mais velhos. A diretora resume: “Acredito em um cinema que eleva, transforma e emociona”.

“É Tempo de Amoras” chega aos cinemas brasileiros em 26 de outubro, apresentando ao público a força de Rosamaria Murtinho e reforçando a importância da representatividade da terceira idade nas telas.

Para saber mais sobre cuidados que valorizam o bem-estar em todas as idades, leia também nosso conteúdo em Skincare e continue acompanhando nossas reportagens.

Crédito da imagem: Divulgação

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis em nosso site podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você.
Rolar para cima