Saia tartan retorna ao street style com atitude punk

Saia tartan retorna ao street style com atitude punk e ganha destaque em produções que transitam do visual neutro ao mais fashionista, sem perder o DNA rebelde que marcou o movimento punk dos anos 1970.

Originária das Terras Altas da Escócia, a saia tartan — também chamada de kilt — era usada para identificar clãs e regiões. Em 1746, o governo britânico proibiu a padronagem xadrez, medida revogada apenas no século XIX. Desde então, o tecido tornou-se símbolo cultural e, mais tarde, um ícone de contracultura.

Saia tartan retorna ao street style com atitude punk

A virada punk veio em 1970, quando a estilista Vivienne Westwood rasgou o tartan Royal Stewart, associado à monarquia, como forma de protesto. A partir daí, a saia ganhou status de peça de resistência, estampando vitrines de Londres e influenciando gerações.

Nas últimas temporadas, a marca britânica Chopova Lowena, de Emma Chopova e Laura Lowena, reacendeu o interesse pelo clássico ao combinar pregas estruturadas, cintos utilitários e cores vibrantes. O resultado é um híbrido que mantém o espírito indomável do punk, mas dialoga com tendências contemporâneas.

No street style atual, as composições variam da estética minimalista à maximalista. Tons neutros surgem ao lado de padronagens metalizadas, enquanto sobreposições inusitadas — como saias balonê e modelos mini — quebram a previsibilidade do preto total.

Entre os truques de styling, misturar diferentes tipos de xadrez garante contraste interessante sem complicar o look. Outro recurso é combinar a saia a jaquetas de couro, criando uma versão “punk de boutique” que equilibra rigidez e movimento. Para quem busca sofisticação, suéteres de cores sóbrias e scarpins elevam a produção imediatamente.

O visual preppy também ganha espaço com fios metalizados e mocassins, enquanto propostas náuticas incorporam jaquetas utilitárias e boat shoes. Já os recortes geométricos dialogam com as linhas do tartan, comprovando a versatilidade do padrão centenário.

Segundo o Victoria & Albert Museum, o fascínio pelo tartan reside na sua capacidade de carregar história e identidade. Essa força simbólica explica por que a peça se reinventa sem perder relevância — do conflito cultural escocês ao universo punk e, agora, às passarelas urbanas.

Para atualizar o guarda-roupa, aposte em kilts com pregas amplas, cintos metálicos ou aplicações de ilhós. Combine com camisetas básicas para um contraste cool ou com botas robustas para reforçar a atitude rebelde. O importante é manter o equilíbrio entre tradição e contemporaneidade.

Na próxima temporada, a saia tartan promete continuar no radar de fashionistas, dialogando com tendências como o fisherman core e o retorno das silhuetas colegiais. Em qualquer versão, a peça comprova que estilo e história podem — e devem — andar lado a lado.

Crédito da imagem: Reprodução/Instagram @tamumcpherson

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