Saint Laurent inverno 2026 abriu oficialmente a temporada parisiense sob a vista da Torre Eiffel, onde Anthony Vaccarello reafirmou sua precisão quase obsessiva na construção da silhueta.
O estilista apostou num bloco inicial de ternos pretos — de abotoamento simples ou duplo — que devolveram à passarela o valor da estrutura. Sem recorrer a truques, Vaccarello manteve o foco em ombros largos e caídos que escorrem suavemente sobre o corpo, enquanto a alfaiataria pontua a dualidade entre força e vulnerabilidade.
Saint Laurent inverno 2026 exibe arquitetura da silhueta
Com uma fila A estrelada que reuniu Kate Moss, Zoë Kravitz e outros nomes de peso, o desfile ganhou ainda mais magnetismo quando Bella Hadid cruzou a passarela. O diálogo entre o masculino e o feminino surgiu nas peças de renda recobertas por silicone, tornando-as rígidas e quase severas, em contraste com a fluidez dos ternos.
Referências cinematográficas e casacos de impacto
Inspirado pela atriz Romy Schneider no filme “Max et les Ferrailleurs” (1971) e pelas heroínas de Tennessee Williams, Vaccarello trouxe casacos de shearling com cinto no quadril que abraçam o corpo como verdadeiros abrigos. O volume controlado desses modelos enfatiza a ideia de “arquitetura da vulnerabilidade” que guiou toda a coleção.
Le smoking e o espírito parisiense
No encerramento, o diretor criativo revisitou o ícone máximo da maison, o le smoking. Ao centro do cenário, uma réplica gigante de um busto do antigo apartamento de Yves Saint Laurent lembrava que, mesmo olhando para o mundo, o espírito da casa permanece enraizado em Paris.
Imagem: Getty s
Detalhes do desfile podem ser conferidos também na cobertura da Vogue internacional, que destacou a coerência do trabalho de Vaccarello ao longo das últimas coleções.
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Foto: Getty Images


